Eleições 2020

Quais as propostas de Andrea Matarazzo para a mobilidade na cidade de São Paulo?

Unificação das secretarias de Transportes e Desenvolvimento Urbano, após um estudo, além de apoiar uma Autoridade Metropolitana para tomada de decisões. Estas são algumas das propostas do candidato do PSD à prefeitura de São Paulo, Andrea Matarazzo.

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O ex-secretário de estado e municipal fala ainda em criar espaços para os ônibus, como faixas e corredores e até vias paras os ciclistas, mas sem deixar de apontar que se eleito, provavelmente reveria alguns espaços. Diz ainda que implantaria zonas calmas de tráfego, e instalaria semáforos inteligentes.

Uma das propostas mais ousadas seria a redução do subsídios às empresas de ônibus por meio de fontes alterativas de receitas para que isso tenha reflexos no valor da tarifa. Confira os pontos retirados do plano de governo do candidato:

  • Levar as oportunidades de emprego para perto das pessoas, a partir das novas centralidades;
  • Estudar a unificação da atual Secretaria de Transportes com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano, como forma de garantir uma interação maior entre os temas;
  • Aprimorar e executar o Plano Emergencial de Calçadas. A calçada deve ser considerada essencial como equipamento de mobilidade;
  • Qualificar os equipamentos já existentes e que tenham um potencial de transformações do seu entorno, como é o caso dos terminais de ônibus, o que pode ser feito ampliando o plano de concessões desses terminais, com ônus ao concessionário para que promova a qualificação urbana de um perímetro ao redor dos terminais;
  • Realizar a concessão de serviço público para exploração, administração, manutenção e conservação de estacionamento de veículos em áreas públicas da cidade de São Paulo, associada à requalificação urbanística do entorno;
  • Estimular o uso de múltiplos modais e de aplicativos de integração entre os diversos meios de transporte;
  • Fortalecer a atuação do Comitê Municipal de Uso do Viário (CMUV) para atuar de forma efetivamente intersetorial com as questões relacionadas ao transporte na cidade;
  • Realizar articulação entre os municípios da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) e criar, em colaboração com o Governo do Estado, uma autoridade metropolitana, capaz de gerir o sistema de transporte (e outros serviços públicos) de forma integrada com os demais municípios da RMSP;
  • Reduzir o tempo de deslocamento das viagens e aumentar a segurança viária com uma política pública de segurança viária que não se restrinja às campanhas de conscientização, buscando eliminar as situações de risco no desenho viário;
  • Adotar o conceito e a metodologia das Ruas Completas em ruas selecionadas da cidade, analisando as necessidades locais e o tipo de uso de cada rua. Entre as intervenções feitas em uma Rua Completa estão a ampliação das calçadas, criação de rotatórias ou ilhas de refúgio, extensões de meio-fio e outras intervenções que influenciam a maneira como as pessoas se deslocam e interagem com o ambiente ao seu redor;
  • Aplicar o conceito de traffic calming ou tranquilização do tráfego, que é um conjunto de medidas para moderação do tráfego motorizado, uma alternativa para que as ruas sirvam a todos, criando espaços de circulação seguros para os modos não motorizados;
  • Aperfeiçoar o fluxo do trânsito por meio da implementação de semáforos inteligentes, que utilizem sistemas abertos;
  • Estabelecer melhorias na rede de semáforos para o pedestre, como a revisão dos tempos de espera e de travessia;
  • Promover campanhas de educação no trânsito com objetivo de reduzir os índices de acidentes;
  • Retomar o projeto de uso de veículos elétricos compartilhados na cidade e incentivar a iniciativa privada;
  • Continuar qualificando o sistema de ônibus da cidade: ampliar os corredores e faixas de ônibus para auxiliar a redução do tempo de deslocamento, melhorar a qualidade do serviço e exigir o cumprimento dos horários;
  • Redesenhar o sistema viário de São Paulo: transformar alguns corredores de ônibus de SP em BRTs, analisar a possibilidade de fechar corredores de ônibus que funcionem em redundância com as linhas de metrô fora dos horários de pico;
  • Utilizar tecnologia para melhorar a questão da segurança, como, por exemplo, as câmeras nos ônibus, o controle remoto e o sistema para relatar em tempo real ameaças à segurança e o assédio;
  • Reduzir as emissões de poluentes da frota municipal de ônibus, previsto no art. 50 da Política Municipal da Mudança do Clima (14.933/09), substituindo progressivamente os atuais ônibus movidos a óleo diesel por modelos com tecnologias alternativas e menos poluentes;
  • Desenvolver uma plataforma única de gestão do transporte público regulamentado pela Prefeitura. Com isso poderemos ao longo do tempo agregar soluções como novas plataformas de pagamentos, proporcionando um ambiente adequado para a adoção de novas tecnologias;
  • Reduzir progressivamente parte dos subsídios às empresas de ônibus, criando fontes alterativas de receitas para que isso tenha reflexos no valor da tarifa;
  • O Plano Cicloviário da cidade deve ser integrado e permanente, com atualizações constantes. A rede cicloviária deve ser revisada para assegurar que esteja articulada com a rede de grande capacidade de transporte público. Os terminais de transporte público, as estações e os pontos mais movimentados deverão ser providos de bicicletários e deverão ser buscadas soluções de implantação e operação em parceria com a iniciativa privada e patrocinadores. O plano também deve se preocupar com a possibilidade de acesso de bicicletas aos transportes públicos, dentro dos veículos ou na frente deles (através de bike racks);
  • Realizar consultas públicas para orientar a instalação de novas ciclovias, inclusive na periferia;
  • Analisar a segurança das ciclovias;
  • Caso se confirme a mudança, pelo Governo Federal, do Ceagesp para o Rodoanel, avaliar a possibilidade de transformar em parque tecnológico (convênio com a Fapesp) o local atual, com usos mistos;
  • Avaliar e expandir as Operações Urbanas municipais, como instrumentos de transformação da infraestrutura da cidade e de direcionamento do crescimento econômico.

Sobre o autor do post

Renato Lobo

Paulistano, profissional de Marketing Digital, técnico em Transportes, Ciclista, apaixonado pelo tema da Mobilidade, é o criador do Portal Via Trolebus.

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