Foto: Eduardo Ganança
Monotrilho

Chegada do monotrilho em São Mateus deve triplicar movimento na Linha 15-Prata

A entrega de três novas estações do monotrilho da Linha 15-Prata promete atrair novos usuários para o meio de transporte. Atualmente, o eixo de deslocamento já chegou a casa dos 94 mil passageiros por dia, de acordo com o chefe do Departamento de Controle Centralizado do Metrô de São Paulo, Tadeu Alves, em reunião ocorrida na semana passada com blogs e sites de mobilidade, onde o Via Trolebus esteve presente.

Em agosto, quando a estação Jardim Planalto ainda não havia sido entregue, eram 75 mil usuários por dia. Para dezembro são esperados as paradas Sapopemba, Fazenda da Juta e São Mateus, o que deve elevar o número de usuários para 400 mil.

Foto: Eduardo Ganança

Passageiros da Linha 3

O funcionário da estatal espera que a chegada do monotrilho em São Mateus, a Linha 3-Vermelha pode ter alivio em seu carregamento, já que muitos usuários residentes no bairro, utilizam o sistema de ônibus para acessar o Metrô, por meio das estações Penha e Carrão.

“Acreditamos que pode haver até mesmo um alívio na demanda da linha 3 com a migração de alguns passageiros. Estamos adotando estratégias”, explicou Tadeu.

Foto: Gabriel Garcia

Projeto para 550 mil usuários por dia

O monotrilho da Linha 15-Prata foi projetado para receber até 550 mil passageiros por dia, quando previsto interligando a Vila Prudente até a Cidade Tiradentes, passando por Sapopemba e São Mateus. O carregamento por hora seria de até 48 mil usuários por hora/sentido.

A extensão, no entanto, está paralisada. O trem aéreo deve chegar até a estação Jardim Colonial, posterior a São Mateus, em 2021.

Sobre o autor do post

Renato Lobo

Paulistano, profissional de Marketing Digital, técnico em Transportes, Ciclista, apaixonado pelo tema da Mobilidade, é o criador do Portal Via Trolebus.

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  • E nenhum esclarecimento sobre a assinatura de contrato da linha 15 para via monilidade do governo, que já está sendo prorrogada pelo governo a 4 meses!!!! O pior que nem um esclarecimento do porque está sendo prorrogada temos, fomos contratados pela via mobilidade passamos em todo processo, entregamos documentos e estamos presos a essa assinatura, do nosso super governo.

    • Se não está satisfeito, peça demissão Soares.

      A concessionária só vai assumir quando o estado entregar a linha até São Mateus, conforme o contrato de concessão.

      Ficar aqui reclamando da empresa que lhe contratou não ajuda em nada.

      • Pelo que eu entendi ele não reclamou da empresa que o contratou, ele reclamou do governo que ainda não assinou o contrato da linha 15 com a via mobilidade pra ele poder começar a trabalhar. Ivo, me parece que vc é muito intolerante com quem faz críticas ou questionamentos à gestão Dória ou ao PSDB, estou enganado?

    • Lucas,

      A estação quase não está dando conta nem da demanda de pico atual. Imagine então quando essa demanda se transformar em mais do que o dobro do que já está (segundo as projeções).

      Talvez isso ainda não aconteça logo na primeira semana de operação da Linha 15 em S. Mateus. Mas não vai demorar muito para as duas Vila Prudente (das linhas 2 e 15) se saturarem totalmente!

  • Vejam que interessante: hoje a diferença de carregamento máximo entre as linhas 2-Verde e 3-Vermelha, no pico da manhã dos dias úteis, é de menos de 12 mil passageiros/hora/sentido (considerando e comparando o sentido dominante/fluxo de demanda de cada uma das duas linhas). Para se ter uma ideia, esse número é equivalente ao que entra na estação Tamanduateí da Linha 2 em 1 hora de pico da manhã.

    Com a chegada da Linha 15-Prata em São Mateus, o carregamento da Linha 2 deve aumentar mais, já o da Linha 3 tem grande chance de pelo menos reduzir um pouco.

    Resumindo: alguém ainda duvida de que as duas linhas mais carregadas (2 e 3) podem praticamente igualar seus carregamentos já a partir e ao longo de 2020?
    Se faltar pouco para tal feito, então, daqui a 2 anos, virá mais uma estação da Linha 15 (Jardim Colonial) para dar uma força nesse quesito.
    Sem cogitar ainda o BRT do ABC, que deverá trazer mais demanda para a Linha 2 através da estação Sacomã.

    Posteriormente a isso tudo, quando a Linha 2 chegar “apenas” em Vila Formosa (sim, Vila Formosa só, portanto nada de Penha e menos ainda Guarulhos), o seu carregamento vai explodir de vez e ganhar com folga da Linha 3.

    Sendo assim, cada vez mais, NÃO se justifica (tampouco se sustenta) a afirmação de que é preciso prolongar a Linha 2 para aliviar a Linha 3, pois quem vai garantir esse equilíbrio de carregamento entre as duas será o monotrilho da Linha 15.

    O prolongamento da Linha 2 só vai causar um novo desequilíbrio de carregamento nas linhas de metrô da zona leste, basicamente o mesmo que havia entre as linhas 2 e 3 antes do nascimento da Linha 15, só que ao contrário e muito pior!

    • O problema não é a expansão, a L15 é extremamente necessária à região sudeste de São Paulo.

      E ela se expandir até colonial ou futuramente até Tiradentes não aumentará demanda pois a L15 tem teto de 500 mil passageiros/dia, atingindo esse teto já em São Mateus, com extensão até Tiradentes ou não pois a extensão até Tiradentes diz respeito a levar conforto aos moradores daquela região pois eles já estarão fazendo uso da L15 todos os dias.

      Então não há o que temer qualquer tipo de expansão sentido leste, o teto de passageiros já estará no seu auge com ou sem prolongamento da via.

      Sobre a expansão L2 até Penha (sim, até Penha e não até Vila Formosa. Diga que o trecho até Vila Formosa será entregue primeiro, mas as obras continuarão até Penha pois todo o trecho será licitado ano que vem) haverá no curto prazo a licitação da conexão da L15 ao Ipiranga e no médio prazo o prolongamento da L5 também ao Ipiranga, criando assim um grande hub que desafogará a L2.

      Ao longo prazo (10/15 anos) haverá a linha 16 do metrô que formará um grande hub com a L2 na Anália Franco, captando passageiros da L3 que irão as regiões mais centrais da L1, L2, L4 sem passar pela Vila Prudente.

      Pois bem, Vila Prudente pode ficar um pouco saturada no curto prazo, mas esse problema será equalizado com as expansões mencionadas.

      O que não se deve fazer é botar a culpa de tudo na L15, muito menos fazer vista grossa a sua expansão que nada tem a ver com esse problema uma vez que a L15 já estará captando todos os potenciais passageiros do extremo leste, com ou sem expansão.

      O que deve ser cobrado, isso sim, é a expansão na outra ponta, Ipiranga, conectando-a a CPTM e futuramente a L5.

      E, claro, a construção da L16.

      Abraços.

      • Qual seria essa L16? Sei que a L6 (beeeem) futuramente, será expandida para a Cidade Líder cruzando com a linha 2 na Vila Formosa, mas a L16 nunca ouvi falar

        • L16 é o projeto de expansão da L6…
          Linha 16 – Violeta é um projeto pra um futuro muito longo que vai ligar a região da Oscar Freire a Cidade Líder fazendo conexão na L2 em Vila Formosa e depois na L1 e L2 na estação Paraíso.
          Pra mim essa é a linha que tinha que ser prioridade pro governo

        • Eu ainda prefiro a Linha 6 extendida até a lá e a Linha 16 ligando o Ipiranga até a Cachoeirinha, passando pelo Centro, seria mais uma forma de distribuir passageiros e desafogar um pouco a Linha 1

        • Olá, Gabriel, a L16 Celeste é um traçado que o metrô estuda saindo da L4 Oscar Freire, passando por L1 Vergueiro, L10 Parque da Mooca, L2 Anália Franco e indo até Cidade Líder, substuindo o traçado leste da L6.

      • A expansão da Linha 15 realmente não é um problema, mas sim uma necessidade de se atingir, cada vez mais, as regiões mais distantes e carentes de transporte de massa. Ao contrário da expansão da Linha 2, que não atinge nenhuma região realmente afastada como aquela que será servida pela expansão da L15, tanto que eu pelo menos nunca disse que esta linha (15) é o problema para a L2. Ao contrário até, pois é o monotrilho que está reequilibrando os carregamentos entre as linhas de metrô na zona leste, e não deixa de ser, pelo menos da forma como está no momento, como uma “expansão de forma indireta” da L2.

        Outra coisa é que a demanda da L15 (tanto por dia, como o carregamento de passageiros no pico) vai aumentar sim a cada estação que se adicionar a leste dela, pois quanto mais ela chega próximo de onde as pessoas moram/vivem, mais atrativa se torna em detrimento de outros meios (como, por exemplo, das linhas 3 e 11).
        O máximo de demanda não será atingido indo até Jardim Colonial, tampouco (menos ainda) terminando em São Mateus. A previsão de demanda para este último caso (em 2020) é de menos de 400 mil passageiros por dia. E em 2022 (já com Jd. Colonial), de pouco mais de 400 mil. Ou seja, distantes ainda dos 500 a 550 mil/dia.

        Portanto, a expansão da L15 só pode se tornar um problema para ela mesma se não conseguir arcar com a sua própria demanda (tendo de se pensar em mais alternativas), e também para a sua única conexão com a rede (Vila Prudente da L2), que vai sobrecarregar. Mas neste último caso é mais fácil (desde que os trens da L2 não passem a chegar já cheios em Vila Prudente vindos desde a Penha), pois há o projeto da L15 para o Ipiranga, além da Linha 5 que vai atrair mais pessoas nesta estação se/quando for prolongada até lá. Sem contar em mais alternativas que também podem ser pensadas para facilitar, por exemplo, o deslocamento para o centro a partir de Ipiranga (além da L10 da CPTM), desafogando a L2 e também a L1 entre Paraíso e Sé.

        Sobre a Linha 16, farei um outro comentário geral mais abaixo.

    • Ainda bem que a Linha 2 será prolongada, Chega de linha de metrô subutilizada. Metrô não foi feito para operar vazio. E a rede continuará sendo prolongada até atingir a todos os lugares com demanda para metrô.

      • Não foi feito pra andar vazio, mas também não foi feito pra deixar os passageiros esmagados. Deve-se prolongar a linha 2, mas ao mesmo tempo, pensar em linhas alternativas pra evitar superlotação. Pense mais nas pessoas e menos no dinheiro, por favor.

      • Caro Ivo,

        Acho que vc parou no tempo. Quando foi a última vez em que vc usou a Linha 2-Verde no pico (no sentido do fluxo e por um bom trecho)? Foi em 2007? 2008? Ou 2009 no máximo? Certamente deve fazer mais de 10 anos, para vc ter dito tamanha bobagem (que a linha é subutilizada).

        — Primeiro: só como exemplo, a Linha 2 transporta hoje pelo menos 200 mil passageiros por dia útil A MAIS do que a Linha 5, mas com uma extensão menor e com menos estações na L2. E essa demanda só vai aumentar mais a partir do ano que vem sem precisar aumentar nem 1 metro sequer da linha em questão.

        — Segundo: de fato a Linha 2 é subutilizada… no seu CONTRAFLUXO!!! Senão, ela poderia estar transportando ainda mais pessoas por dia. Já viu linha passando no pico (em contrafluxo), no seu trecho CENTRAL (na região do centro expandido da cidade), mais confortável do que a L2? Mesmo a L3, com características também pendulares, é MUITO mais movimentada em contrafluxo. Mas no caso da L2, a culpa é da expansão a oeste só até a estação Vila Madalena — a linha termina praticamente numa bolha protegida por outras linhas por todos os lados, fazendo com que quase só seja acessada por demanda lindeira/próxima, tanto que nessa ponta possui a estação TERMINAL menos movimentada de toda a rede de metrô. Sumaré e Clínicas, no pico da manhã, possuem um número de entradas irrisório! O contrafluxo só ficou menos vazio do que era antes graças à conexão com a Linha 4. Há de se contestar inclusive o porquê de essa expansão da L2 a oeste (depois de Clínicas) ter sido priorizada, há mais de 20 anos, em detrimento de acelerar a sua expansão a sudeste/leste (depois de Ana Rosa).

        — Terceiro (e último): se mesmo assim vc não se convenceu, vamos aos dados de carregamento de passageiros/hora/sentido (aqueles que refletem diretamente a lotação nos picos). A L2 já está quase batendo atualmente na casa dos 45 mil pass/h/sentido. Se vc considera isso ocioso, então o que dizer da Linha 1 que há muito tempo não tem mais passado de 40 mil pass/h/sentido? Nenhuma linha precisa levar mais de 6 pessoas/m2 para não estar ociosa (aliás, com “apenas” 4/m2 os trens já enchem BEM sim!), nem chegar na casa dos 60 mil p/h/s ou mais para tal — a L3 hoje está entre 55 e 56 mil p/h/s e vejam a situação! Operar com CBTC também não é motivo para levar mais pessoas no pico, senão ninguém precisaria buscar alternativas à L3, a não ser o próprio CBTC que já está em implantação nesta linha.

        Enfim, depois que vc disse que a Linha 2 ainda não está suficientemente aproveitada, eu deveria apenas ter te ignorado por falar tamanha besteira. Mas me senti na obrigação de responder, para parar de disseminar essas falácias publicamente pela Internet (pessoas que não conhecem a fundo podem acreditar). Não é porque eu não sou usuário no SkyscraperCity (mas sou sim leitor) que eu não sei o que estou falando. Eu peço dados ao Metrô várias vezes por ano. Portanto, qualquer dúvida (ou desconfiança de qualquer número que eu citei), favor consultar o Metrô via SIC.

        Sem mais e passar bem.

  • Uma linha do tipo da 16 (linha “do meio” na zona leste, chegando na região de Cidade Líder, portanto razoavelmente próximo de Artur Alvim e Itaquera) deveria ter sido estudada e saído do papel muito antes da expansão da Linha 2 após Vila Prudente. Essa L16 desafogaria a L3 (e até a L11 da CPTM) e chegaria a regiões realmente mais distantes e necessitadas de transporte de massa. Faria tudo isso sem afogar a L2. Aliás, ela poderia ajudar até a L15.
    Quanto à L2 em Guarulhos (cidade que realmente carece demais de metrô). Bom, para isso há a Linha 19-Celeste, para atender mais rapidamente (trajeto mais direto/rápido) e com muito menos desconforto, digamos assim, do que se só tiverem a Linha 2 à disposição.

    É o que penso. Aliás, até dentro do planejamento do Metrô há quem pense assim. Não se iludam achando que há consenso lá dentro por tudo que sai do papel (muitas coisas inclusive são pura pressão de políticos).

  • Quando a estação São Mateus estiver funcionando saberemos se o monotrilho será eficiente, se for que seja estendido até a Cidade Tiradentes.

  • Eles vão expandir até São Mateus, isso é certeza e querem o mais rápido possível, atualmente quem anda no monotrilho sabe que ele é bem vazio mesmo em horário de pico, o governo precisa levar até São Mateus para captar todos os passageiros e assim gerar verba. A extensão é uma questão de necessidade não só dos moradores de São Mateus mas como do Governo também.

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