O Metrô de São Paulo está contratando o projeto básico da Linha 22-Marrom, que vai ligar São Paulo e Cotia. Com base no edital, é possível identificar que a futura estação USP-Praça do Relógio (USPB) será implantada em um ponto central do campus da USP, no Butantã, em São Paulo. A unidade ocupará uma área de 9.635,38 m² na avenida Professor Luciano Gualberto, em um terreno atualmente utilizado por agências bancárias.
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A localização estratégica situa a estação próxima à Reitoria, à Praça do Relógio e a diversas unidades acadêmicas, como a FEA, FAU, FFLCH, ECA, IGC, Poli e a Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin. O posicionamento e as diretrizes do projeto foram definidos por meio de um processo participativo com alunos, docentes e funcionários, estando consolidados no Plano Diretor do Campus Butantã, aprovado em 2025.
Demanda e Dinâmica de Fluxo
A estação possui uma demanda estimada de 49.823 passageiros diários. Embora o dimensionamento utilize o pico da manhã como referência, o edital destaca que a USPB apresenta uma demanda atípica, onde o pico da tarde pode ser superior devido à chegada da população dos cursos noturnos. Por esse motivo, o projeto mantém espaços e equipamentos com capacidade superior à calculada para o período matutino, garantindo segurança operacional e conforto.
Conceito Arquitetônico e Integração Urbana
O projeto da estação foi concebido como um ponto nodal para os fluxos das edificações isoladas do campus, priorizando a fluidez e a permeabilidade. As principais características incluem:
- Praça Rebaixada: O acesso principal funciona como uma grande praça rebaixada que distribui a circulação em múltiplas direções (longitudinais, paralelas e diagonais).
- Ponte para Pedestres: Uma estrutura transversal ligará a avenida Professor Luciano Gualberto à praça da ECA.
- Conexão das Humanas: Foi estabelecido um eixo de conexão entre o “Corredor das Humanas” (FFLCH, IGC e FAU) e a estação através de uma nova rampa ao sul da avenida, travessia em lombofaixa e a ponte de pedestres.
- Microacessibilidade: O projeto prevê um platô de 20 metros de largura (lombofaixa) com semaforização prioritária para pedestres alinhada à entrada da estação.
Sustentabilidade e Estrutura
A estação será construída pelo método de vala a céu aberto (VCA), com uma profundidade de 22,74 metros. Na superfície, a única estrutura visível será uma cobertura de concreto concebida como um teto verde. Este jardim suspenso visa a qualidade térmica e a integração com a paisagem natural da universidade. A cobertura contará ainda com um sistema de captação de energia solar em sua porção central para aumentar a eficiência energética do conjunto.
Serviços e Conexões de Transporte
Embora não possua integração com outras linhas metroferroviárias, a estação terá forte integração com o sistema de ônibus e mobilidade ativa:
- Bicicletário: Capacidade para 300 vagas e instalação de ponto de bicicletas compartilhadas nas proximidades.
- Ônibus: Implantação de baias e abrigos em ambos os lados da avenida Luciano Gualberto, com o deslocamento de paradas existentes.
- Kiss and Ride: Serão disponibilizadas 10 vagas para embarque e desembarque rápido de passageiros.
- Restrição de Estacionamento: Não haverá estacionamento de longa permanência por determinação da própria universidade.
Organização dos Níveis e Zoneamento
No nível do campus (722,74 m), situam-se os acessos e o bicicletário. No nível da praça rebaixada (718,10 m), o projeto prevê áreas para lojas, serviços de apoio e uma área institucional para informações, atendendo solicitação da USP.
A estação USP-Praça do Relógio está inserida em uma Zona de Ocupação Especial (ZOE) e é a única da Linha 22-Marrom projetada como uma edificação isolada, sem compor um conjunto multifuncional futuro. O edital esclarece que as restrições de recuo frontal de 15 metros do Plano Diretor da USP não se aplicam a este equipamento urbano.
A Linha 22
A Linha 22-Marrom terá um traçado inteiramente subterrâneo de aproximadamente 31,32 quilômetros. O projeto básico prevê a construção de 19 estações. O projeto está na fase de contratação de seu projeto básico, e segundo edital lançado, deve ter uma frota de 48 trens com “layout” asiático. Seu processo de construção prevê a utilização de 3 tuneladoras, e a linha pode ser feita em fases.




