As obras da Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico) registraram novos avanços no estado de Goiás. O andamento dos trabalhos foi acompanhado pelo secretário Nacional de Transporte Ferroviário, Leonardo Ribeiro, que realizou um sobrevoo na região. De acordo com comunicado do Ministério dos Transportes, o empreendimento foi projetado para se integrar à Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) e à Ferrovia Norte-Sul, estruturando um corredor logístico voltado à exportação e ao escoamento da produção agropecuária e industrial do Centro-Oeste em direção aos portos nacionais.
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O trecho em execução compreende uma extensão de 364 quilômetros e está sendo construído pela mineradora Vale. As obras fazem parte das contrapartidas contratuais assumidas pela empresa em decorrência da renovação antecipada da concessão da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM). O modelo adotado baseia-se no investimento cruzado, mecanismo que viabiliza a aplicação de recursos privados na expansão e na construção de novas infraestruturas da malha ferroviária pública federal.
Estrutura do Corredor Leste-Oeste e impacto logístico
A chamada Fico I compõe o projeto do Corredor Ferroviário Leste-Oeste, um eixo logístico que prevê uma extensão total de 1.708 quilômetros quando estiver concluído. O traçado do empreendimento cruzará os territórios da Bahia, de Goiás e do Mato Grosso, conectando áreas produtoras do oeste baiano, do estado mato-grossense e da região do Matopiba ao complexo portuário do Porto Sul, localizado em Ilhéus (BA).
A articulação institucional para o desenvolvimento do projeto envolve o Ministério dos Transportes, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e a empresa pública Infra S.A., em parceria com o setor privado. Segundo a diretoria da ANTT, o avanço físico das obras reflete a viabilidade de políticas de atração de capital privado para acelerar a entrega de investimentos estruturantes no setor de transportes terrestres.
Plano de outorgas e próximos leilões
O Corredor Leste-Oeste foi inserido no cronograma de concessões planejado pelo Ministério dos Transportes, que prevê a realização de um leilão específico para a operação desse sistema. A carteira de projetos da pasta foi estruturada a partir do lançamento da primeira Política Nacional de Outorgas Ferroviárias.
O plano de concessões do governo federal projeta a realização de oito leilões ferroviários ao todo. O conjunto de certames soma mais de 9 mil quilômetros de novas linhas e malhas qualificadas para transferência à iniciativa privada, com previsão de atrair aproximadamente R$ 160 bilhões em investimentos diretos e potencial para movimentar até R$ 600 bilhões no decorrer dos contratos de implantação e operação.






