O Metrô de São Paulo selecionou, no fim do mês passado, a proposta da Brio Investimentos como preferencial para o desenvolvimento imobiliário nos terminais integrados às estações Vila Madalena (Linha 2-Verde), Vila Mariana (Linha 1-Azul) e Belém (Linha 3-Vermelha, Terminal Norte), segundo o jornal O Estado de S. Paulo. A empresa terá o direito de explorar o espaço aéreo das estações, que recebem mais de 207 mil passageiros por dia útil, mas o que será construído ainda não está definido.
De acordo com o Estadão, isso significa que a Brio poderá construir sobre as estações, sem interferir na operação. O edital publicado pelo Metrô em março deste ano não estabelece previamente o tipo de empreendimento. A empresa poderá, por exemplo, erguer um edifício residencial, um shopping center ou outro negócio imobiliário, desde que o Metrô aprove. Procurada pelo jornal, a Brio não informou como serão os projetos.
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A Brio ficará responsável pelo desenvolvimento dos projetos, o que inclui estudos de viabilidade, regularização, estruturação financeira, obtenção de licenças prévias e contratação de incorporadores e construtoras. A participação do Metrô se limitará à disponibilização dos imóveis, sem aporte financeiro. Procurado pelo Estadão, o Metrô não informou quanto deve receber com a negociação.
O projeto será estruturado por meio de um fundo, do qual o próprio Metrô será cotista. Segundo a companhia, não é possível estimar o faturamento, porque ele dependerá do tipo de empreendimento e do aporte do fundo nos terrenos. Como cotista, o Metrô deve receber dividendos e se beneficiar da valorização das cotas ao longo do tempo, por exemplo.
A estratégia de buscar receitas além das tarifas pagas pelos passageiros se intensificou na pandemia, quando a falta de passageiros levou a companhia a procurar outras formas de garantir recursos, segundo o jornal.





