Quem passa pelas obras da futura estação Taboão da Serra, na extensão da Linha 4-Amarela, vê de longe uma estrutura grande: um pórtico rolante multivelocidade. Segundo a Motiva, concessionária da linha, o equipamento serve para tirar das escavações a terra e os resíduos retirados dos poços e levá-los até as caçambas dos caminhões, o que acelera o trabalho nas frentes de obra.
De acordo com a Motiva, o pórtico faz a movimentação vertical e horizontal de material dentro do canteiro. O material retirado dos poços secantes é colocado em caçambas, içado pelo equipamento e levado ao ponto de carregamento dos caminhões, que o transportam para locais apropriados, onde os resíduos recebem a destinação adequada. Além disso, o pórtico deve apoiar a descida de equipamentos de grande porte e de insumos para a construção dos túneis, como os jumbos de perfuração usados nas frentes de escavação pelo método NATM, caminhões e materiais de montagem e suporte do túnel.
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Segundo a concessionária, o pórtico pesa 75 toneladas, tem 10 metros de altura livre, 42,8 metros de largura e 4 metros de balanço lateral. A altura útil de elevação chega a 55 metros, o equivalente, segundo a Motiva, a um prédio de 18 andares. Ele pode movimentar até 25 toneladas por operação e, em fluxo contínuo, chegar a 110 toneladas de material por hora. O equipamento se desloca sobre trilhos, instalados em vigas estruturais de concreto, e tem cabine de comando, escadas de acesso à passarela de manutenção e equipe própria. A obra também se prepara para receber um segundo pórtico, cuja pré-montagem já começou.
A extensão tem 3,3 quilômetros e usa o método NATM (New Austrian Tunnelling Method), baseado no avanço gradual das escavações, na aplicação imediata de suporte e no monitoramento permanente das condições do maciço. Segundo a Motiva, o método permitirá manter até dez frentes de escavação ao mesmo tempo, em trechos diferentes.
O projeto prevê duas novas estações, Chácara do Jockey e Taboão da Serra, e, segundo a concessionária, é a primeira extensão do metrô paulista para além dos limites da capital. O investimento previsto é de R$ 4 bilhões, e a estimativa é transportar cerca de 50 mil novos passageiros por dia.






