A Prefeitura de São Paulo iniciou oficialmente, em 3 de agosto de 2026, as obras do BRT Aricanduva, corredor de ônibus de 13,6 km na zona leste da capital. Segundo a gestão municipal, o projeto prevê 46 estações e deve beneficiar diretamente cerca de 290 mil passageiros por dia. O prazo informado é de 18 meses de obras, seguidos de 6 meses de testes operacionais, com entrega total e início da operação previstos para o início de 2028.
Imagens do nosso leitor Anderson Machado mostram o andamento dos trabalhos na zona leste de São Paulo.
Traçado e integração
De acordo com a prefeitura, o corredor começa no cruzamento da Avenida Radial Leste com a Avenida Aricanduva, acompanha o traçado do Rio Aricanduva e, depois, o da Avenida Ragueb Chohfi, até a região do Terminal São Mateus da EMTU, perto da Praça Felisberto Fernandes da Silva. A estimativa da gestão municipal é de que cerca de 1 milhão de pessoas sejam beneficiadas de forma indireta, além dos 290 mil passageiros diários.
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O comunicado afirma que o BRT fará conexão com a Linha 3-Vermelha do Metrô, com a linha 11-Coral de trem metropolitano, com a futura extensão da Linha 2-Verde do Metrô, com a Linha 15-Prata (monotrilho) e com os corredores de ônibus Radial Leste e Itaquera.
Pistas, estações e tecnologia
O projeto prevê pistas no canteiro central em pavimento rígido (concreto), faixas de ultrapassagem nas paradas, asfalto nas demais faixas, ciclovia e passeios acessíveis. Serão 46 estações de embarque e desembarque, com espaçamento médio de 600 metros. Segundo a prefeitura, elas serão fechadas, para permitir a cobrança da tarifa fora do ônibus, e terão portas automáticas, banheiros, sistema de combate a incêndio, rotas de fuga e Wi-Fi. As plataformas terão piso tátil, rampas e embarque em nível, e cada estação terá uma Sala de Apoio Operacional (SAP).
O corredor também terá um Sistema Inteligente de Transporte (ITS), com monitoramento contínuo da operação dos ônibus e do tráfego. A prefeitura cita bilhetagem desembarcada, informações em tempo real aos usuários, portas de plataforma automatizadas compatíveis com diferentes tipos de ônibus, sonorização e avisos visuais. Câmeras de CFTV com vídeos analíticos devem reforçar a segurança nas estações, com foco na prevenção de crimes e no combate ao assédio, principalmente contra mulheres. As estações terão placas solares, e os semáforos inteligentes serão ligados por fibra ótica ao Centro de Controle Operacional do Corredor (COP).
A ciclovia e o passeio acessível seguirão por todo o trajeto, nos dois lados do Rio Aricanduva, com tratamento paisagístico e urbanístico. Para os ciclistas, estão previstos totens com botões de emergência, câmeras e comunicação direta com as estações e a central de controle.
Contados a partir de 3 de agosto de 2026, 18 meses de obras levariam a fevereiro de 2028, e os 6 meses de testes depois disso chegariam a agosto de 2028. A prefeitura, porém, fala em operação no início de 2028 e não esclarece se os testes serão feitos em paralelo às obras.







