O gerente de operações do Metrô de São Paulo, Milton Junior, afirmou ao Via Trolebus que a ampliação do horário de operação da Linha 17-Ouro ainda não pode ser garantida, mas que a data está “bem próxima”. Segundo ele, os testes feitos fora do horário comercial têm avançado, e a manutenção da janela sem passageiros, das 22h às 6h, além do domingo sem operação, é o que permite continuar a integração dos sistemas.
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Questionado sobre quando o horário será ampliado, Milton Junior foi cauteloso. “Nesse momento ainda não, que a gente pode afirmar que a gente tá bem próximo. Como falei, olhando o retrospecto dessa semana, tem sido bastante positivo e a gente tem avançado principalmente nos horários fora da operação comercial”, disse.
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O gerente explicou que o Metrô não realiza testes de trens nem de sistemas vitais com passageiros a bordo. “A gente precisa lembrar que o metrô não faz teste nem de trem, nem de sistemas vitais com os passageiros. E por isso que foi importante a gente manter essa janela de 22 às 6, assim como o domingo sem operação, para que a gente continue avançando com os testes de integração do sistema que até esse momento tem se apresentado de uma forma muito satisfatória.”
A demanda vai definir a oferta de trens
A linha 17 é a primeira do Metrô que opera em bifurcação, ou no jargão técnico, em Y. Isso significa que há em uma ponta um terminal e na outra, dois distintos. Quando tiver operação plena, cada trem que parte de Morumbi, ora vai para o Aeroporto de Congonhas e em outra para a Estação Washington Luiz. O Metrô, entretanto, ainda não revelou como será essa operação, como por exemplo, se será um para um.
Segundo Milton Junior, o que vai orientar o programa de oferta de trens é a própria demanda de passageiros. “Evidentemente o dado de entrada que vai gerar o programa de oferta de trens é a própria demanda. Então o que a gente vai ter que observar é a partir desta ampliação, porque vamos pensar, hoje os horários de maior carregamento eles já estão presentes e a gente tem hoje uma demanda de área de 25.000”, afirmou.

O gerente disse que ainda não é possível saber como será o movimento nos novos horários, das 4h40 às 6h e das 22h até a meia-noite e vinte. “Como é que será essa demanda? A partir das 4:40 e das 22 até a meia-noite. Que que a gente vai pegar nesses extremos? Será que a gente vai ter algo, vamos falar assim, substancial de aumento de demanda, a gente imagina que talvez não, mas evidentemente a gente vai monitorando isso ao longo da operação em momento oportuno, quando a gente tiver essa última fase, que seria o full dessa operação transitória, para que a gente adeque.”
Ele explicou que o ajuste entre trens e passageiros já é praticado nas outras linhas do Metrô. “Como sempre, a gente já faz nos modelos operacionais das outras linhas, o nosso programa de oferta de trens em relação à nossa demanda, até para que a gente também não fique, evidentemente, com trem lá, como a gente fala no jargão técnico, né? batendo lata, ou seja, um número muito reduzido de passageiros, que seria desperdício não só de operação, mas do próprio erário público, né?”
Rumo ao GoA4
Milton Junior também destacou a importância de avançar nas integrações de sistemas, pensando no futuro GoA4, o grau máximo de automação previsto pela norma e para o qual o projeto foi concebido. “E isso que é bom a gente avançar, como você falou, nas integrações de sistemas, já pensando futuramente num GOA4, ou seja, num automatismo máximo que a norma estabelece e é a finalidade, considerando que o projeto foi concebido para isso, de tal forma que a gente tenha mais automatismo e dinamismo nessa oferta de operação, como já acontece na linha 15”, disse.
Segundo ele, esse automatismo vale tanto para a colocação de trens na operação comercial quanto para o recolhimento, caso a demanda seja menor do que a projetada.





