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Pórticos de tatuzão que vai até Guarulhos atenderão 3 frentes

Divulgação

Os pórticos de elevação que abastecem a tuneladora Hebe Camargo, na Linha 2-Verde do Metrô de São Paulo, foram projetados desde a fabricação para atender às exigências de três frentes de obra, segundo a CRASA Infraestrutura, em publicação no LinkedIn.

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De acordo com a empresa, uma tuneladora só avança no ritmo em que a obra consegue abastecê-la: os anéis de concreto precisam descer, e o material escavado precisa subir, ciclo após ciclo. É esse trabalho que os pórticos fazem para a Hebe Camargo.

Os equipamentos vão operar primeiro na Estação Penha, depois na Estação Penha de França e, por fim, no VSE São Pedro, sempre em grandes profundidades.

A CRASA afirma que antecipar esses desafios no projeto é o que sustenta a produtividade, a segurança da equipe e os prazos de uma obra que vai ampliar a mobilidade de São Paulo. A publicação indica ainda que os números de cada pórtico são apresentados em um carrossel de imagens, que não faz parte do texto.

Tatuzão pode começar a escavação neste mês

A nova tabela de datas marco do contrato das obras civis da Linha 2-Verde, no trecho entre a Estação Penha e o VSE Castelo Branco, apresenta o roteiro da tuneladora (TBM) que vai escavar o túnel desse trecho. A tabela faz parte do 10º termo aditivo, assinado em 2 de outubro de 2026 com o Consórcio Crasa-Ghella-Consbem, e estabelece os prazos de chegada e de saída da máquina em quatro estações: Gabriela Mistral, Fernão Dias, Ponte Grande e Dutra.

Os prazos são contados em dias corridos, a partir da ordem de serviço do túnel entre o VSE Padre João e o VSE Castelo Branco. Se a contagem começasse em outubro de 2026, mês em que o aditivo foi firmado, o cronograma levaria a tuneladora até o fim de 2030. O prazo final para o início dos trabalhos com a máquina vence justamente neste mês.

O roteiro

O tatuzão sai da Penha e, depois de passar pela Penha de França, faz a primeira parada na Estação Gabriela Mistral, antiga Tiquatira. A máquina deve chegar lá em até 693 dias e sair em até 714 dias. Contando a partir de outubro de 2026, isso corresponderia a uma chegada em agosto de 2028 e a uma saída em setembro do mesmo ano.

Depois, a TBM segue para a Estação Fernão Dias, antiga Paulo Freire, com chegada prevista em até 891 dias e saída em até 918 dias, o que equivale a março e abril de 2029.

O trecho seguinte é o mais longo do percurso. Entre a saída da Fernão Dias e a chegada à Estação Ponte Grande, o cronograma reserva 380 dias. A máquina deve chegar à Ponte Grande em até 1.298 dias e sair em até 1.324 dias, ou seja, entre abril e maio de 2030, segundo a projeção.

A última estação da lista é a Dutra, com chegada prevista em até 1.521 dias e saída em até 1.546 dias. Pela mesma conta, a tuneladora chegaria ao local no início de dezembro de 2030 e deixaria a estação no fim do mês.

Em todas as estações, a máquina fica de 21 a 27 dias, tempo usado para atravessar a estrutura e preparar a retomada da escavação.

Lajes de fundo e custos

A tabela também define prazos para a liberação das lajes de fundo que vão receber a tuneladora. Na Estação Penha, a laje deve ficar pronta em até 1.383 dias, contados a partir da ordem de serviço da estação. No VCA Penha, o prazo é de 1.072 dias, a partir da ordem de serviço da estrutura.

Na planilha de preços do contrato, as operações da tuneladora têm itens próprios. Estão previstas 11 partidas e 12 chegadas dos equipamentos da couraça do tipo EPB, com diâmetro interno de 10,35 metros, além de 1.231 metros de arraste da máquina, que é o deslocamento feito sem escavação, como no interior das estações.

O aditivo também prorrogou o fim da execução dos serviços do contrato para 31 de março de 2032.

Via Trolebus