O projeto de implantação do Corredor de Ônibus Celso Garcia, que integra o Programa de Metas da Prefeitura de São Paulo (2021-2024), foi incluído no Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU), realizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Ministério das Cidades. O eixo de transporte por muitos anos entrou no cardápio de promessas das gestões municipais, mas nunca saiu do papel.
Atualmente em fase de projeto básico, a iniciativa visa melhorar a mobilidade, a eficiência e a acessibilidade em um eixo viário estratégico que atravessa áreas densamente urbanizadas da Zona Leste da capital.
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O empreendimento projeta uma extensão de 25,80 quilômetros no modelo de Corredor Central. O traçado ligará o centro de São Paulo à região do Itaim Paulista, no extremo norte da Zona Leste, promovendo a integração entre diferentes modos de transporte.
Investimentos e dados operacionais
De acordo com as projeções simuladas no estudo, o ciclo inicial de investimentos nominais prevê o aporte de R$ 413 milhões destinados à infraestrutura e R$ 200 milhões voltados para a frota.
A estrutura operacional e a demanda estimada para o corredor contemplam:
Demanda e embarques: A estimativa para o ano de 2054 é de 262.386 embarques diários. Desse total, a previsão aponta para 24.188 embarques no horário de pico, com uma demanda de máximo carregamento calculada em 12.991 passageiros.
Frota e terminais: A frota estimada para circular nos eixos estruturais é de 250 veículos. O sistema fará a conexão direta com três importantes terminais: Terminal São Miguel, Terminal Aricanduva e Terminal Parque Dom Pedro II.
Racionalização da rede: O projeto prevê a reorganização e a racionalização das linhas de Transporte Público Coletivo (TPC) que cortam a região, englobando 100 linhas municipais e 40 linhas intermunicipais.
O corredor é considerado no estudo como “corredor Central”, ou seja, pode ser implantado na faixa central da via.







