A atual gestão estadual tem entre suas promessas o projeto de uma linha ferroviária conectando São Paulo a Santos, com um trajeto de descida projetado para passar por Paranapiacaba e Cubatão.
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O deslocamento ferroviário na região, contudo, já foi uma realidade até 1997, quando era possível viajar de passageiros entre Santos e Peruíbe, no litoral sul paulista. Conforme registros do site Estações Ferroviárias, o chamado Ramal de Juquiá nasceu pelas mãos da empresa inglesa Southern São Paulo Railway entre os anos de 1913 e 1915, unindo Santos a Juquiá, município situado nas proximidades de Registro e da divisa com o Paraná.

Mudanças de controle e expansão
O itinerário passou por diversas transformações ao longo das décadas:
Estatização: Em novembro de 1927, o Governo do Estado comprou a ferrovia e a repassou à também estatal Estrada de Ferro Sorocabana no mês seguinte. O segmento de Santos a Samaritá acabou acoplado à linha Mairinque-Santos durante o começo das obras na Serra do Mar, enquanto a extensão restante virou oficialmente o ramal de Juquiá.
Prolongamento: Sob a gestão da Fepasa, que assumiu a linha em 1971, novas estações foram abertas e o ramal ganhou uma extensão até Cajati em 1981, com o objetivo de suprir a demanda das indústrias locais de fertilizantes.
Fim das operações: As viagens de passageiros de Santos a Juquiá sofreram uma interrupção em 1977, sendo retomadas em 1983 e desativadas de forma definitiva no ano de 1997.
Depois disso, o ramal operou apenas para o transporte diário de cargas, movimentando enxofre do porto até Cajati. Esse serviço persistiu até o começo de 2003, quando o tráfego foi interrompido devido a quedas de barreiras sobre os trilhos na área do Rio Ribeira, o que levou a concessionária Ferroban a desativar a linha por completo.
O eixo que liga Santos e Cajati agora é alvo de estudo de uma nova linha por parte da CPTM, sem prazos para obras.
Duas rotas entre SP e Santos
A rota por Paranapiacaba é a mais lembrada quando se discute uma conexão por trens entre São Paulo e a Baixada Santista, mas outra linha ferroviária já realizou o transporte de passageiros entre os dois locais.
O traçado atual dos trens da Linha 9-Esmeralda já serviu de caminho para composições que iniciavam a viagem na estação Júlio Prestes, na região central da capital, e seguiam rumo aos municípios do litoral sul paulista, alcançando inclusive Itanhaém. Conforme dados do site Estações Ferroviárias, o histórico desse ramal envolve os seguintes períodos:
A construção do ramal sul
Desenvolvido pela Estrada de Ferro Sorocabana com o objetivo de reduzir o tempo de viagem entre a capital paulista e Santos, o ramal foi implantado entre os anos de 1952 e 1957, conectando-se à linha Mairinque-Santos. Em seu formato original, os trens partiam da Estação Júlio Prestes e iam até o extremo sul, na Estação Evangelista de Souza, ponto onde ocorria o entroncamento ferroviário. Ao longo do trajeto existiam diversas paradas intermediárias, mas grande parte delas acabou desativada na década de 1970.
Operação e tração dos trens
O atendimento regular de passageiros entre a Júlio Prestes e a estação Ana Costa, em Santos, começou oficialmente em 5 de outubro de 1957, em ato inaugurado pelo então governador Jânio Quadros. O serviço contava com três opções de horários por dia e utilizava o trem a diesel conhecido como Ouro Branco.
A gestão da linha foi transferida para a Fepasa em 1971, que manteve as atividades até a extinção definitiva do trem em 1976. Quanto ao tipo de energia utilizado, as viagens contavam com locomotivas movidas a diesel na maior parte de sua história, exceto durante a década de 1960, período em que todo o itinerário passou a ser operado por tração elétrica.







