Motiva

Divulgas projeções da futura Estação USP do Metrô

Governo de SP

A administração estadual paulista apresentou novas projeções visuais da futura Estação USP-Praça do Relógio, integrante do projeto da Linha 22-Marrom do Metrô. Paralelamente, na semana anterior, foram iniciadas as perfurações de sondagem de solo na área que abriga o Complexo do Ginásio de Esportes, no município de Cotia. O novo ramal metroviário será responsável por interligar essa cidade da Região Metropolitana à capital paulista, cruzando a Cidade Universitária.

Sobre a estação USP, a estrutura da estação ficará centralizada no campus do Butantã, na Zona Oeste de São Paulo. O complexo ocupará uma extensão territorial de 9.635,38 m² na Avenida Professor Luciano Gualberto, utilizando uma área onde hoje funcionam agências bancárias. O site antecipou em abril detalhes da nova parada com base no edital do projeto básico.

Estação Praça do Relógio – Metrô de São Paulo

Por estar situada próxima à Reitoria, à Praça do Relógio e a faculdades como FEA, FAU, FFLCH, ECA, IGC, Escola Politécnica e a Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, a localização é considerada estratégica. O desenho das diretrizes e a definição do local contaram com a colaboração ativa de estudantes, professores e servidores técnicos, com as metas consolidadas no Plano Diretor do Campus Butantã, ratificado no ano de 2025.

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A projeção para a Estação USP-Praça do Relógio aponta uma movimentação de 49.823 passageiros por dia. Embora os cálculos estruturais usem o horário de pico matutino como base, o edital do projeto ressalta que o terminal possui um comportamento de fluxo diferenciado: o movimento pode ser mais intenso no final do dia devido ao ingresso de estudantes dos turnos da noite. Em função disso, a planta prevê áreas de circulação e equipamentos sobressalentes para assegurar o conforto e o fluxo seguro dos passageiros.

Projeto de arquitetura e acessibilidade

O desenho urbano do terminal foi planejado para servir como um ponto de convergência entre os prédios isolados da universidade, focando na livre circulação. Os principais elementos estruturais são:

Praça em nível inferior: A entrada principal funcionará como uma esplanada rebaixada, facilitando o direcionamento do público em sentidos longitudinais, transversais e diagonais.

Passarela de pedestres: Uma ponte transversal fará a ligação direta entre a Avenida Professor Luciano Gualberto e a área externa da ECA.

Governo de SP

Eixo de ligação das Humanas: Um trajeto interligará o chamado “Corredor das Humanas” (prédios da FFLCH, IGC e FAU) ao acesso metroviário, composto por uma nova rampa na porção sul da avenida, uma lombofaixa e a passarela elevada.

Circulação local: Está prevista a instalação de um platô elevado de travessia com 20 metros de extensão (lombofaixa) dotado de semáforo com prioridade para pedestres em frente ao acesso.

A estação será aberta por meio de vala a céu aberto (VCA), atingindo uma cota de profundidade de 22,74 metros. No nível da rua, a única edificação aparente será a laje de cobertura em concreto, projetada para receber um teto verde. O jardim suspenso atuará no controle do conforto térmico e na composição paisagística do campus. Adicionalmente, o centro dessa cobertura receberá painéis para captação de energia solar.

Governo de SP

Dados gerais da Linha 22-Marrom

O ramal metroviário operará de forma 100% subterrânea, totalizando um trajeto de cerca de 31,32 quilômetros de extensão. O planejamento inicial prevê a abertura de 19 estações ao longo da rota. Atualmente, o empreendimento passa pelo processo de contratação do projeto básico. Os termos do edital estabelecem uma frota operacional composta por 48 trens configurados com salão de passageiros em “layout” asiático. O método executivo de escavação prevê a operação simultânea de 3 tatuzões (tuneladoras), com a possibilidade de as obras serem divididas e entregues em fases.

Paulistano, profissional de Marketing Digital, técnico em Transportes, Ciclista, apaixonado pelo tema da Mobilidade, é o criador do Portal Via Trolebus.
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