Prefeitura do Rio renova frota de Bangu

Fabio Motta/Prefeitura do Rio

A frota de transporte público sobre pneus da Zona Oeste carioca recebeu um novo reforço. De acordo com informações oficiais da Prefeitura do Rio, o prefeito Eduardo Cavaliere e o secretário municipal de Transportes, Jorge Arraes, apresentaram neste domingo (24/05) 100 novos ônibus convencionais zero quilômetro. Os veículos já contam com ar-condicionado e com o padrão visual reformulado do Sistema RIO, elevando para mais de 300 o total de coletivos novos inseridos recentemente na malha municipal.

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O lote entregue será direcionado para o atendimento da região da Grande Bangu, beneficiando diretamente um polo que concentra cerca de 1,5 milhão de moradores. Segundo a Prefeitura do Rio, as melhorias vão contemplar oito linhas específicas, que transportam juntas quase 80 mil passageiros por dia. A operação com a frota renovada promete reduzir os intervalos entre as viagens e garantir maior regularidade nos itinerários.

O pacote de renovação na Zona Oeste vem sendo executado de forma gradativa. Em dezembro de 2025, o município já havia injetado 100 veículos novos em nove linhas que cobrem bairros como Sepetiba, Santa Cruz, Paciência, Cosmos, Inhoaíba e Campo Grande. Posteriormente, em abril deste ano, outros 112 ônibus climatizados foram integrados à frota das regiões de Bangu, Realengo, Paciência, Jacarepaguá, Barra da Tijuca e Ilha do Governador.

Linhas contempladas pela nova frota

A distribuição dos novos veículos foi organizada por eixos de cores operacionais:

Identificação Roxa:

  • Linha 759: Cesarão × Metrô Coelho Neto
  • Linha SP759: Cesarão × Terminal Deodoro
  • Linha 753: Santa Cruz × Metrô Coelho Neto
  • Identificação Marrom:
  • Linha 383: Realengo × Praça da República
  • Linha SV391: Padre Miguel × Praça da República
  • Linha 764: Catiri × Terminal Deodoro
  • Linha 746: Jabour × Cascadura
  • Linha 790: Campo Grande × Cascadura

Acordos judiciais e o modelo IQT

Conforme destaca o balanço da Prefeitura do Rio, a reestruturação financeira e operacional do sistema rodoviário decorre de dois acordos judiciais celebrados junto ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) e aos consórcios do Sistema de Transporte Público por Ônibus (SPPO). O primeiro termo, de maio de 2022, instituiu o subsídio por quilômetro rodado e o monitoramento tecnológico, resultando na época na entrada de mil ônibus e no resgate de 200 linhas.

O segundo aditivo judicial, firmado em 30 de abril de 2025, antecipou o cronograma da nova licitação das linhas municipais, originalmente prevista para 2028. O documento estabeleceu o Índice de Qualidade do Transporte (IQT), uma avaliação trimestral baseada em critérios como volume de multas, satisfação do usuário, idade média dos carros, climatização e cumprimento de viagens. Concessionárias que registrarem pontuação inferior a 0,8 no IQT ficam sujeitas à perda do direito de exclusividade das suas respectivas linhas.

Nova licitação e expansão da frota

Em paralelo às entregas, a administração municipal avançou nas etapas burocráticas do Sistema RIO. No mês de abril, foi aberto por 30 dias o edital de consulta pública para a segunda fase da nova licitação, abrangendo as bacias operacionais de Bangu, Santa Cruz, Vila Isabel e Ilha do Governador.

Esta nova fase contratual está programada para iniciar em dezembro deste ano e prevê um acréscimo de 63% na frota destas localidades, somando mais de mil novos veículos. O plano de metas da Prefeitura do Rio projeta a seguinte distribuição de carros: Santa Cruz (de 109 para 187); Bangu (de 259 para 380); Vila Isabel e Ilha do Governador (de 204 para 287); e Ilha do Governador isoladamente (de 58 para 173).

A etapa inicial do Sistema RIO já teve seus contratos assinados em março para os lotes de Campo Grande e Santa Cruz. Nessas áreas específicas, o planejamento indica um salto de 104 para 316 ônibus operacionais, com previsão de entrada de 169 veículos em agosto e outros 147 no mês de setembro. Os novos contratos possuem validade de até 10 anos e condicionam a remuneração das empresas ao desempenho técnico aferido pelo poder público.

Via Trolebus