Na semana passada, conforme noticiou o Via Trolebus, o governador Tarcísio de Freitas informou que pode entregar a Linha 6-Laranja do Metrô já no mês que vem. Tarcísio citou que até o final do ano entregaria a primeira fase da linha, entre Brasilândia e Perdizes, o que evidencia a entrega de um trecho menor já em junho.
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O jornal Folha de S.Paulo trouxe a informação de que realmente um trecho menor pode abrir as portas nas próximas semanas.
“Segundo pessoas ligadas ao projeto, há a possibilidade de os trens circularem entre as estações que ficarem prontas até o próximo mês. O restante dessa primeira fase, entre Brasilândia e Perdizes, ficaria para o fim do ano”, diz a publicação.
A reportagem lembra que por causa da legislação eleitoral, porém, Tarcísio só pode participar da inauguração de uma obra até 4 de julho (três meses antes do pleito), e esse seria um dos motivos para adiantar ao menos parte do funcionamento da linha.
Linha 6-Laranja atinge 81,5% das obras concluídas
As obras de implantação da Linha 6-Laranja do Metrô de São Paulo atingiram a marca de 81,5% de execução geral, conforme balanço oficial divulgado pelo governo estadual. O empreendimento avança em ritmo acelerado para expandir o sistema de transporte sobre trilhos, com frentes de trabalho concentradas na finalização de estruturas que permitirão a inauguração do ramal. A estação que lidera o cronograma construtivo já contabiliza 97% dos serviços concluídos.
Quando o traçado completo estiver finalizado, a Linha 6-Laranja contará com 15,3 quilômetros de extensão e 15 estações subterrâneas, conectando o extremo norte à estação São Joaquim, na região central, em um tempo de viagem estimado em 23 minutos. Atualmente, o mesmo deslocamento por meio de linhas de ônibus urbanos consome cerca de 1 hora e 30 minutos dos usuários.
A projeção indica que a linha receberá um fluxo diário de aproximadamente 633 mil passageiros quando estiver operando em sua totalidade. Pelo seu traçado estratégico, o ramal recebeu o apelido de “Linha das Universidades”, uma vez que atenderá diretamente áreas do entorno de grandes complexos de ensino superior de São Paulo, a exemplo da PUC, FAAP, Mackenzie e Uninove.
Os dados do Executivo paulista apontam que o projeto entrou em uma fase de consolidação de infraestrutura. Entre os canteiros mais adiantados estão os das estações Água Branca, Santa Marina e Perdizes, que já superaram a barreira dos 90% de execução física.
Nesses locais, as equipes técnicas concentram esforços nas intervenções de acabamento civil, fechamento de estruturas externas, montagem de sistemas operacionais e nos preparativos logísticos preliminares para receber os trens e os futuros usuários do sistema de mobilidade.




