A greve na CPTM tem trechos de linhas em operação, guerras de versões entre sindicato e governo estadual, e atendimentos por ônibus.
A Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) lamentou a confirmação da greve iniciada nesta terça-feira, 4 de agosto de 2026, pelo Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil. A paralisação afeta as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da CPTM. Para amenizar os transtornos aos usuários, as concessionárias que administram as linhas concedidas ativaram planos de contingência desde as primeiras horas da manhã.
🚎 Fique por dentro das notícias mais recentes sobre mobilidade:
✅ Canal do Via Trolebus no WhatsApp
✅ Canal do Via Trolebus no Telegram
Nas linhas 4-Amarela, 5-Lilás, 8-Diamante e 9-Esmeralda, as operadoras privadas reforçaram as equipes de atendimento, a segurança e a oferta de trens, com monitoramento em tempo real. Na Linha 7-Rubi, administrada pela TIC Trens, o atendimento na Estação Palmeiras-Barra Funda recebeu reforço, operando com frota máxima nos horários de pico e com possibilidade de ampliação do serviço ao longo do dia. As linhas de ônibus intermunicipais nas regiões atingidas também tiveram a frota reforçada. O Metrô de São Paulo também montou seu esquema de reforço.
Trechos em operação às 7h30:
- Linha 11-Coral: operando entre Barra Funda e Guaianases
- Linha 12-Safira: operando entre Brás e Engenheiro Goulart
- Linha 13-Jade: inoperante
Mobilização do PAESE e frota de ônibus
Para atender aos passageiros dos trechos paralisados, a Artesp disponibilizou 128 ônibus do Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência (PAESE). A distribuição dos veículos ocorreu da seguinte forma:
- Linha 11-Coral: 58 ônibus
- Linha 12-Safira: 60 ônibus
- Linha 13-Jade: 10 ônibus
O posicionamento do Sindicato
Por sua vez, o Sindicato da Central do Brasil confirmou que a paralisação foi aprovada em Assembleia Geral após a reunião realizada na segunda-feira com o governo paulista terminar sem garantias formais sobre a preservação dos empregos frente ao processo de concessão dos ramais.
A entidade declarou que buscou alternativas de negociação, mas manteve o movimento por entender que a greve é a única medida para assegurar a estabilidade dos profissionais e de suas famílias. O sindicato informou ainda que segue aberto ao diálogo e aguarda uma proposta concreta do Governo do Estado para encerrar a paralisação.









