A administração federal retomou as tratativas para a implantação do Ferroanel na Região Metropolitana de São Paulo. A estratégia de erguer uma ferrovia em formato de anel — ou ao menos trechos desse desenho — tem como objetivo central conectar as composições vindas do interior do estado de São Paulo aos complexos portuários do Rio de Janeiro e do Espírito Santo.
A implementação dessa malha também deve contribuir para reduzir o tráfego de trens de carga que compartilham os trilhos com o transporte de passageiros na Grande São Paulo.
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Conforme divulgado em reportagem da CNN, o traçado ferroviário abrangeria pouco mais de 50 quilômetros de extensão ao longo da porção norte da Região Metropolitana. Parte desse percurso correria paralelamente ao traçado do Rodoanel Norte, trecho que já conta com áreas reservadas na faixa de domínio para a implantação futura da via férrea, além de viadutos em fase de construção adaptados para suportar o assentamento posterior dos trilhos.
A empresa pública Infra S.A. concluiu a elaboração do projeto básico de engenharia do empreendimento. O ministro dos Transportes, George Santoro, projeta que a execução das obras possa ser concluída em um intervalo estimado de quatro a cinco anos.
Modelos de viabilização financeira
A publicação da CNN aponta dois cenários em estudo para viabilizar os investimentos:
Concessão da Malha Oeste: O grupo privado que arrematar o leilão do ativo — com concorrência prevista para o quarto trimestre de 2026 — assumiria a obrigação de construir o Ferroanel. Em contrapartida, receberia um reequilíbrio econômico-financeiro em seu contrato.
Aditivo no contrato da MRS Logística: A concessão da concessionária foi prorrogada até 2056 durante a gestão de Jair Bolsonaro, trazendo na ocasião a obrigação de separar as vias de carga das linhas de passageiros da CPTM. O governo avalia incluir a construção do Ferroanel como uma nova obrigação, compensando a empresa com um novo reequilíbrio, que poderia se dar pela extensão do prazo do contrato.
Compatibilidade com o Trem Intercidades
Em entrevista à Agência Infra, o ministro George Santoro assegurou que os planos federais de reestruturação do Ferroanel de São Paulo não trarão impactos negativos ao projeto do Trem Intercidades (TIC) Eixo Norte. Segundo a pasta, a meta das discussões atuais é desenhar um modelo técnico integrado que atenda de forma concomitante o transporte de passageiros e as necessidades da logística de cargas no território paulista.






