O avanço do projeto ferroviário do Ferroanel de São Paulo ganhou um novo impulso nesta segunda-feira (29). O Ministério dos Transportes e a concessionária MRS Logística assinaram um memorando de entendimento com o objetivo de elaborar o projeto da obra, que visa ampliar a capacidade logística do país, reduzir gargalos operacionais e aumentar a eficiência no transporte de cargas na região Sudeste.
De acordo com o Ministério dos Transportes, que atua como fonte oficial do anúncio, o documento dará início aos estudos técnicos para definir a melhor alternativa de implantação da linha ferroviária. “Com a assinatura deste memorando, damos início aos estudos que vão subsidiar a definição da melhor alternativa para implantação do Ferroanel de São Paulo. O mais importante é garantir que essa obra avance com segurança, planejamento e eficiência”, afirmou o ministro dos Transportes, George Santoro.
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O contorno ferroviário projetado terá cerca de 53 quilômetros de extensão, conectando o município de Itaquaquecetuba ao bairro de Perus, na capital paulista. A estrutura permitirá separar a circulação dos trens de carga do transporte de passageiros na Região Metropolitana de São Paulo, reduzindo os conflitos entre os modais sobre trilhos e conferindo maior fluidez ao tráfego do corredor logístico.
Pelo acordo de cooperação estabelecido, caberá à MRS desenvolver os estudos de engenharia, o que engloba análises de traçado, capacidade operacional, interferências urbanas e ambientais, levantamento fundiário, cronogramas e estimativas preliminares de custos e benefícios. A concessionária terá o prazo de até 12 meses para entregar o plano de trabalho, contados a partir da definição conjunta das premissas técnicas com o governo. O memorando assinado possui caráter cooperativo e não vinculante, servindo como base para futuras decisões de investimento.
A iniciativa faz parte de um ciclo de expansão do modal ferroviário nacional. Segundo os dados do ministério, os aportes na infraestrutura do setor somaram R$ 30,54 bilhões entre os anos de 2023 e 2025, impulsionados por projetos estratégicos do Novo PAC e por investimentos privados em um ambiente de maior segurança jurídica. Para dar suporte a novos empreendimentos, o Ministério dos Transportes e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) trabalham na integração de modais em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que lançou uma linha de financiamento específica para ferrovias prevendo até 40 anos de carência durante a fase de despesas de capital (Capex).




