STF valida área da Ferrogrão e destrava projeto

A chancela do poder judiciário deu um novo fôlego aos planos de expansão da malha ferroviária federal. O Ministério dos Transportes avalia que a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que declarou constitucional a lei de desafetação de uma área do Parque Nacional do Jamanxim, pavimenta o caminho para a continuidade e o fortalecimento da estruturação do projeto da Ferrogrão.

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Para a pasta, a validação da Suprema Corte referenda a conduta técnica adotada pela equipe do ministério nos últimos anos, sinalizando que os levantamentos seguem os ritos legais e as condicionantes exigidas para obras de grande impacto estrutural.

Durante o triênio mais recente, o Ministério dos Transportes promoveu uma revisão detalhada no escopo do empreendimento. O projeto foi atualizado com a incorporação de análises de custo-benefício, refinamento de dados de engenharia e inclusão de programas de mitigação e compensação ambiental que estavam ausentes nos desenhos anteriores. As novas modelagens também passaram a quantificar o retorno ecológico do modal, destacando o potencial de redução na emissão de gases de efeito estufa ao substituir o transporte rodoviário pelo ferroviário no escoamento de cargas.

Salvaguardas e governança social

A pasta ressaltou que a decisão judicial não anula as obrigações socioambientais regulamentares. O órgão reafirmou o compromisso com as próximas fases do licenciamento ambiental e garantiu que manterá os processos de escuta ativa e o respeito às comunidades tradicionais e povos indígenas impactados pelo traçado, visando assegurar a sustentabilidade e a blindagem jurídica da concessão.

A Ferrogrão é defendida pelo governo federal como um vetor estratégico para impulsionar a competitividade econômica do país, com foco na redução dos custos de frete e no aumento da eficiência da matriz logística nacional.

Próximos passos rumo ao leilão

Na frente financeira, o Ministério dos Transportes atua em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no desenho de mecanismos de financiamento de longo prazo para atrair investidores. Com a segurança jurídica conferida pelo STF e o arranjo econômico em andamento, o governo federal aguarda agora o aval do Tribunal de Contas da União (TCU), que analisa o projeto, para realizar a abertura do edital de licitação.

Via Trolebus