Estudo revela perfil “pendular” e trechos de lotação na Linha 22 (SP-Cotia)

Os estudos de demanda para a futura Linha 22-Marrom do Metrô de São Paulo, que conectará Cotia à capital, revelam que o ramal será um dos eixos mais importantes de mobilidade da Região Metropolitana. Terá um traçado inteiramente subterrâneo de aproximadamente 31,32 quilômetros. O projeto básico prevê a construção de 19 estações, iniciando na estação Sumaré (com integração à Linha 2-Verde) e finalizando no Terminal Cotia.

Segundo o edital do projeto básico, o sistema deve transportar até 649 mil passageiros por dia no horizonte de 2040, apresentando um comportamento típico de linha pendular, com forte fluxo em direção ao centro de São Paulo pela manhã.

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O projeto está dividido em duas fases, e os números detalham como o movimento se comportará em cada etapa:

Fase I: O trecho entre Cotia (Km 26) e Sumaré

Na primeira etapa de operação, a estimativa é de 591 mil usuários diários. O estudo aponta uma forte concentração de passageiros em seis estações estratégicas, que sozinhas somam quase 68% de toda a demanda:

  • Sumaré e Cotia-Km 26: 78 mil passageiros cada.
  • Faria Lima: 71 mil.
  • Teodoro Sampaio (Cardeal Arcoverde): 70 mil.
  • Hebraica-Rebouças: 51 mil.
  • USP-Praça do Relógio: 49 mil.

O alto volume nessas paradas justifica-se pelas integrações com outras linhas do Metrô e CPTM, além da importância de polos como a Cidade Universitária e o centro expandido de São Paulo. Por outro lado, as estações São George (10 mil), Vital Brasil (13 mil) e Granja Viana (17 mil) terão a menor movimentação do trecho.

Metrô de São Paulo

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Fase II: Operação Completa até o Terminal Cotia

Com a extensão final até o Terminal Cotia, a demanda saltará para 678 mil passageiros por dia. O carregamento máximo projetado para o ramal é de 37,2 mil passageiros por hora/sentido no horário de pico.

Um dado curioso do projeto é a mudança no perfil da estação Cotia-Km 26. Na Fase I, ela será o terminal da linha e receberá uma carga massiva de integração com ônibus. Já na Fase II, sua demanda deve cair cerca de 68%, pois o fluxo de integração será transferido para a estação Terminal Cotia.

Perfil Pendular e Trechos Críticos

A Linha 22 será marcada por uma grande assimetria de fluxo. Pela manhã, a maioria absoluta dos usuários embarca no extremo oeste (Cotia) e desembarca a partir da região da USP.

  • Trecho mais lotado: Entre as estações Hospital Universitário e USP-Praça do Relógio (sentido SP).
  • Contrafluxo: O sentido Cotia, no pico da manhã, terá um carregamento máximo de apenas 14 mil passageiros, menos da metade do fluxo principal.

O estudo reforça que a Linha 22-Marrom será essencial para desafogar o tráfego da Rodovia Raposo Tavares, conectando bairros predominantemente residenciais a grandes polos de emprego e educação.

Paulistano, profissional de Marketing Digital, técnico em Transportes, Ciclista, apaixonado pelo tema da Mobilidade, é o criador do Portal Via Trolebus.
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