Dos 29 mil km de ferrovias brasileiras, uma parte importante está situada em São Paulo, e através de diversas regiões. Os trilhos, entretanto, ou apenas abrigam trens de carga, quando não estão desativados.
Essa realidade se contrasta com estudos de retomar o transporte de passageiros em médias e longas distâncias. De concreto, por enquanto, há apenas em obras o Trem Intercidades Eixo Norte, entre São Paulo e Campinas, com previsão de entrega para 2031. Há na fila outros três eixos, todos a partir de São Paulo, até Sorocaba, São José dos Campos e Santos, que fazem parte do cardápio de promessas da atual gestão.
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Uma parte considerável desse plano é oriunda de estudos por parte da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos – CPTM, que vem traçando cenários para o transporte sobre trilhos no futuro, e se valendo cada vez mais de dados para este fim. Nos últimos tempos, por exemplo, a companhia assinou contrato para medir o deslocamento por meio de dados de celulares.
Trem até Marília
Esse grande estudo está sendo tocado por meio do Plano Estratégico Ferroviário do Estado de São Paulo (PEF-SP), e dados foram publicados no último relatório integrado da CPTM, divulgado recentemente. Essas informações mostram, por exemplo, a ideia de um trem até Curitiba, além de um ramal entre a Grande Sorocaba e a Baixada Santista.
Outro projeto contempla uma ligação a partir de Sorocaba até Marília. Por acaso, o mesmo eixo foi citado em um documento da Secretaria de Parcerias e Investimentos como um dos potenciais projetos futuros da malha do TIC.
Já sobre o documento da CPTM, o mapa cita em amarelo a instalação dessa nova linha, que seguiria a malha atual de trem de carga.
O eixo é a partir de Sorocaba, passando pelas cidades de Iperó, Boituva, Cerquilho, Jumirim, Laranjal Paulista, Conchas, Botucatu, São Manuel, Lençóis Paulista, Agudos, Bauru, Garça e, por fim, Marília.
Interoperabilidade
O plano da atual gestão é ter um padrão no sistema de sinalização, o que permitiria trens de diversas operadoras circularem em diversos trechos, por meio do sistema europeu chamado de ETCS (European Train Control System). Ou seja, um trem, por exemplo, poderia sair de São Paulo e ir até Bauru e Marília, passando por Sorocaba.
O plano da CPTM é olhando para a década de 2050, e não há ainda previsão de leilão nem de obras no trecho a partir de Sorocaba.





