Supervia

Maquinista que estava em trem da SuperVia que colidiu, morre após 7 horas de resgate

Foto: Rafael Nascimento / Agência O DIA

Depois de mais de sete horas de resgate, o maquinista de uma das composições que bateu em outra na estação São Cristóvão, morreu na tarde desta quarta-feira. Segundo informações, os bombeiros tentaram reanimar a vítima por quase 40 minutos.

Os trens envolvidos em acidentes são os da série 4000 e 5000, ambos fabricados pela Alstom, similares a série 9000 da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos – CPTM.

O funcionário da SuperVia ficou preso nas ferragens e foi mantido vivo respirando com auxílio de um balão de oxigênio e com transfusão de sangue e aplicação de soro. Em grande parte do resgate, estava lúcido e conversou com bombeiros.

Cerca de oito pessoas também ficaram feridas no acidente, e sete passageiros foram levados para o Hospital Souza Aguiar e já receberam alta. Um outro passageiro que está hospitalizado no Méier, está com quadro estável.

Investigação

Em nota, a SuperVia lamentou o ocorrido e diz que apuração das caudas do acidente deve ocorrer em 30 dias. Confira nota íntegra:

“A SuperVia lamenta o falecimento do maquinista Rodrigo da Silva Ribeiro Assumpção, ocorrido hoje, por volta das 15h30, após mais de oito horas de atendimento por parte do Corpo de Bombeiros. Rodrigo era o maquinista de um dos trens, que se chocaram nessa manhã, por volta das 6h50, na estação São Cristóvão, do ramal Deodoro, no Rio de Janeiro.

Rodrigo da Silva Ribeiro Assumpção era funcionário da SuperVia desde 2011, quando passou por vários treinamentos para assumir a função de maquinista, que desempenhava havia cinco anos. Ele era casado e tinha um filho. A SuperVia está prestando toda assistência à família.

No acidente, oito pessoas ficaram feridas e foram encaminhadas aos hospitais da região. De acordo com o Corpo de Bombeiros, a maioria delas já foi liberada.

Os dois trens envolvidos no acidente, assim como a linha 1, do ramal Deodoro, estavam equipados ATP (Automatic Train Protection), sistema que reforça a sinalização.

A concessionária instaurou uma sindicância, que vai apurar as causas do acidente no prazo de 30 dias.”

Operação retomada

A operação dos trens ficou prejudicada por toda a manhã e começo da tarde. No meio da tarde, a SuperVia informou que a circulação de trens estava sendo restabelecida, mas às 15h47 a operação ainda sofria reflexos do acidente ocorrido antes das 7h da manhã:

Investigação 2

A concessionária será investigada pela colisão. Em nota, a Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes Aquaviários, Ferroviários e Metroviários e de Rodovias do Rio de Janeiro – Agetransp, disse que abriu um boletim de ocorrência e enviou equipes técnicas ao local.

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, disse que a Secretaria Estadual de Transportes também vai investigar o caso.

Sobre o autor do post

Renato Lobo

Paulistano, profissional de Marketing Digital, técnico em Transportes, Ciclista, apaixonado pelo tema da Mobilidade, é o criador do Portal Via Trolebus.

comentários

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  • Notícia muito triste, me lembrou o acidente de Perus em 2000.

    Naquela ocasião a CPTM agiu de forma covarde e atribuiu ao maquinista a culpa pelo acidente, torço que as autoridades fluminenses não deixem que o mesmo aconteça neste caso de São Cristóvão.

  • Sistemas anti colisão deveriam pelo menos 5 alternativas. Cada uma que falhar encontra outra na espera sucessivamente por 5 dispositivos diferentes. Poderiam envolver tecnologias diferentes como sinal de rádio, telefonia….e por aí vai….

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