Brasil

Fim da integração em ônibus na Região Metropolitana de Curitiba gera protestos

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Por Adamo Bazani – Blog Ponto de Ônibus

Por conta de um desentendimentos políticos entre o prefeito Gustavo Fruet, do PDT, e o governador Beto Richa, do PSDB, relacionado ao financiamento das integrações entre ônibus municipais de Curitiba e metropolitanos de 13 cidades vizinhas, a gestão da tarifa que era unificada pela Urbs – Urbanização de Curitiba S.A., da prefeitura da Capital, passou a ser separada, sendo agora a administração dos recursos das linhas metropolitanas feita pela Comec – Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba, do governo do estado.

Com isso, diversas linhas metropolitanas tiveram os trajetos encurtados, para conter custos, obrigando os passageiros a fazer mais transferências de um ônibus para o outro. Alguns destes passageiros afirmam que, por causa das transferências serem cansativas e aumentarem o tempo de viagem, decidiram abandonar os ônibus e se deslocar de carro e moto.

Outra mudança foi a separação da bilhetagem. A Comec e a Metrocard, companhia de bilhetagem que é propriedade das empresas de ônibus metropolitanas, lançaram um bilhete de papel para os ônibus que ligam as cidades vizinhas à capital. O cartão Urbs só será aceito até 06 de julho nos ônibus metropolitanos. A suspensão seria imediata se não fosse o Ministério Público intervir alegando que se os créditos comprados antes do aumento tarifário, em 06 de fevereiro, não fossem aceitos, o direito do consumidor seria gravemente ferido. Os passes de papel devem dar lugar a um bilhete eletrônico metropolitano elaborado pela Comec e Metrocard.

A população que pagava R$ 3,30 para se deslocar entre os dois municípios paga agora R$ 5,80. A tarifa municipal de Araucária baixou para R$ 2,50, mas o passageiro que precisa ir para Curitiba tem de pagar outros R$ 3,30, totalizando R$ 5,80. Este deslocamento “ida e volta” que antes era de R$ 6,60 passou a ser em fevereiro de R$ 11,60 por dia. Considerando esta diferença de R$ 5,00 por dia, num perfil de 22 dias em que a pessoa se desloca de ônibus por mês, o custo mensal a mais é de R$ 110.

A população no início da noite desta quinta-feira, revoltada fez uma nova manifestação no Terminal Angélica, na Avenida das Araucárias. O terminal foi fechado para impedir invasão. Cerca de 300 pessoas, de acordo com a Polícia Militar, estavam indignadas com o fim da integração. A manifestação foi pacífica. No dia 19 de fevereiro, outro ato também fechou o terminal em Araucária.

Com as informações de Blog Ponto de Ônibus

Sobre o autor do post

Renato Lobo

Paulistano, profissional de Marketing Digital, técnico em Transportes, Ciclista, apaixonado pelo tema da Mobilidade, é o criador do Portal Via Trolebus.

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