O Ministério dos Transportes vai apresentar em Londres, a partir de sexta-feira (30/10), a carteira de projetos de concessões para 2027. O objetivo, segundo a pasta, é ampliar a presença de capital estrangeiro na infraestrutura de transportes do país. O pipeline prevê 29 contratos rodoviários e ferroviários, com R$ 262,6 bilhões em investimentos: 11 leilões no setor rodoviário e 18 no ferroviário.
Segundo o ministério, 18 novos grupos, entre eles grandes concessionárias europeias, participaram dos leilões rodoviários realizados desde 2023, o que ampliou a diversidade de participantes. A pasta afirma que o interesse de investidores estrangeiros cresceu após missões a países como México, Estados Unidos e Espanha.
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Nas rodovias, o governo diz ter consolidado um ciclo de concessões, com 29 leilões entre 2023 e o fim de 2026. Desse total, 25 já foram realizados e outros quatro estão programados para novembro e dezembro. Os valores somam R$ 337 bilhões em investimentos. A média é de sete leilões por ano, sete vezes maior que a registrada entre 1993 e 2022, de um leilão anual.
Na área ferroviária, o ministério afirma ter retomado o protagonismo na estruturação de projetos, com estudos contratados para cerca de 28 mil quilômetros de ferrovias e uma carteira de R$ 160 bilhões em investimentos previstos para 2027. Um dos marcos é o chamamento público do Corredor Minas-Rio, marcado para 17 de dezembro, que abrange 733 quilômetros de trilhos entre Minas Gerais e o Rio de Janeiro. Para a pasta, o processo deve abrir caminho para um novo modelo de reativação de trechos ferroviários subutilizados.
O governo avalia que a ampliação e a modernização da infraestrutura são estratégicas para a economia, porque rodovias e ferrovias mais eficientes reduzem custos logísticos, melhoram o escoamento da produção agrícola e industrial e conectam regiões produtoras a portos e mercados consumidores, o que reforça a competitividade das exportações, sobretudo de commodities.





