O Metrô de São Paulo está leiloando a carcaça de dois trens do monotrilho da Linha 15-Prata. Conforme anunciado nesta segunda-feira pelo Via Trolebus, a operadora iniciou o leilão de materiais em sucata, veículos e demais itens. O lance inicial é de R$ 285.368,72, e o leilão termina em 29/09/2026.
Trata-se dos trens M22 e M23, com cerca de 14 peças que estão no Pátio Jabaquara. As duas composições colidiram na Estação Jardim Planalto em 2019, quando a parada ainda não estava inaugurada. Na ocasião, uma das composições acabou “desaparecendo” do sistema após o choque. O Metrô informou, à época, que se tratava de falha humana, enquanto o sindicato dos metroviários afirmou que a sinalização era falha. As composições nunca mais voltaram à operação.
Com as baixas, a frota M do monotrilho, que era de 27 trens, passou a ter 25 unidades, além dos 19 trens da frota S, comprados mais recentemente.
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Um capítulo pouco conhecido da história da Linha 15-Prata ajuda a entender por que os trens M22 e M23, envolvidos numa colisão em 2019, terminaram seu percurso indo parar num leilão de sucata. Segundo publicação do perfil “Trilhos que Movem SP“, o desfecho envolveu um verdadeiro quebra-cabeça de peças entre diferentes composições do monotrilho.
De acordo com o perfil, os carros não danificados na colisão de 2019 foram reaproveitados no recondicionamento dos trens envolvidos em outra colisão, ocorrida em 2023. Os carros M226 e M227 se transformaram nos atuais M156 e M157, enquanto os carros M231 e M232 deram origem aos atuais M141 e M142. Com essa recomposição, os trens M14 e M15 voltaram a circular em dezembro de 2023.

Segundo o “Trilhos que Movem SP”, com a troca dos carros, a desativação definitiva dos trens M22 e M23 se concretizou, e as composições foram completamente desmontadas para que seus equipamentos fossem reaproveitados nas demais unidades operacionais. Após esse processo, a formação de cada trem passou a ser a seguinte: o M22 ficou com os carros M221, M222, M223, M224, M225, M156 e M157; já o M23 passou a ser formado pelos carros M141, M142, M233, M234, M235, M236 e M237.
O perfil relata que, em 2025, os dois trens já desativados chegaram a ser registrados imobilizados no Pátio Oratório, na Linha 11, com as máscaras cobertas por uma lona azul. Segundo a publicação, a chegada dos novos trens da frota S tornou a presença dessas carcaças um entrave operacional, já que ocupavam espaço desnecessário e não tinham mais utilidade, exigindo que fossem movimentadas periodicamente.
De acordo com o “Trilhos que Movem SP”, foi a partir daí que, em março de 2026, após a conclusão do descomissionamento, surgiu a ideia de retirar os carros das vigas-trilho e posicioná-los em locais estratégicos do pátio, atrás do bloco de manutenção de veículos de via — destino que culminou, agora, no leilão anunciado pelo Metrô de São Paulo.




