Motiva

Rio vai testar pagamento por cartão no BRT e VLT

Rafael Catarcione

A Prefeitura do Rio de Janeiro avançou mais um passo na modernização e digitalização do sistema de transporte público municipal ao regulamentar o pagamento de passagens de ônibus diretamente por cartões de crédito e débito nos validadores dos veículos.

A capital fluminense regulamentou a medida que possibilita os passageiros de ônibus a pagaram a passagem direto no cartão de crédito ou débito, sem precisar de bilhete recarregável — mas essa comodidade vem com uma contrapartida importante para quem depende de integrações no dia a dia.

A novidade foi oficializada pela Prefeitura do Rio de Janeiro em publicação no Diário Oficial desta segunda-feira (14/9), consolidando uma funcionalidade que já estava sendo testada aos poucos pela gestão municipal. No momento, a tecnologia opera de forma experimental apenas no Terminal Gentileza, restrita às catracas do BRT e do VLT. Já nas linhas convencionais de ônibus, a Secretaria Municipal de Transportes ainda não definiu quando o sistema chega.

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A operadora de bilhetagem agora tem obrigação legal de oferecer essa forma de pagamento por aproximação nos validadores dos veículos. Em relação aos valores, a prefeitura foi específica: transações feitas no débito não podem ter nenhuma cobrança adicional sobre a tarifa. Já no crédito, existe autorização para uma taxa extra de até R$ 0,30 por viagem, destinada a cobrir os custos da intermediação financeira.

O ponto que exige atenção do passageiro, porém, é outro: pagar direto no cartão bancário significa abrir mão das integrações. Cada viagem paga dessa forma é tratada como unitária, sem direito a benefícios como o Bilhete Único Carioca (BUC), o Bilhete Único Margaridas (BUM) ou qualquer outra modalidade de integração disponível hoje no sistema municipal.

Justamente por essa limitação, a regulamentação exige que a operadora promova uma campanha informativa ampla, deixando claros os valores cobrados em cada modalidade de pagamento e alertando os usuários sobre a perda do direito à integração ao optarem pelo cartão bancário pessoal.

Via Trolebus