A Linha 19-Celeste, projetada com 17,6 km de extensão, 15 estações e um pátio de manutenção para interligar a Estação Anhangabaú, no centro da capital paulista, ao Bosque Maia, em Guarulhos, é a próxima expansão metroviária prevista para entrar em fase de canteiro de obras.
No avanço mais recente do processo licitatório para a construção do empreendimento, o Metrô de São Paulo habilitou oficialmente o Consórcio AGIS–OHLA–CETENCO. O grupo assumiu a liderança da concorrência pública após a desclassificação do Consórcio Nove de Julho (composto pela chinesa Yellow River, Highland e Mendes Júnior), que havia apresentado a melhor proposta inicial.
🚎 Fique por dentro das notícias mais recentes sobre mobilidade:
✅ Canal do Via Trolebus no WhatsApp
✅ Canal do Via Trolebus no Telegram
O trecho em vias de assinatura de contrato engloba o lote entre o Jardim Julieta e Guarulhos, prevendo a escavação por tuneladora. Outros dois lotes do projeto seguem em fase de habilitação. A estimativa é de que o início efetivo das obras ocorra entre 2027 e 2028.
Metodologia construtiva e operação de três tuneladoras
Do ponto de vista da engenharia, o projeto da Linha 19-Celeste destaca-se pela utilização simultânea de três tuneladoras (tatuzões). Pela primeira vez no transporte sobre trilhos no Brasil, será adotada a tecnologia Dual Mode (EPB + Slurry), sistema híbrido que ajusta a metodologia de escavação à geologia do subsolo local, alternando o funcionamento em terrenos argilosos ou em trechos com alta presença de água.
Além dos tatuzões, a construção do ramal empregará os seguintes métodos:
- NATM (Método Austríaco): Escavação sequencial para a abertura de trechos específicos e túneis de ligação;
- Valas a Céu Aberto (VCA): Utilizadas para a execução das estruturas de acesso das 15 estações subterrâneas e da área do pátio de manutenção.
A implantação das 15 paradas em áreas de alta densidade urbana demandará planejamento de tráfego para mitigar os impactos nas vias locais. O pátio de manutenção centralizará o suporte técnico e a gestão operacional da frota prevista de 31 trens.








