Motiva

Greve na CPTM: linhas operam parcialmente nesta quarta

Renato Lobo | Via Trolebus

Linhas operadas pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) entraram em seu segundo dia de greve nesta quarta-feira, 5 de agosto de 2026.

Por volta das 4 horas da manhã, parte dos ramais que foram concedidos para a Trivia Trens, mas que voltaram para a CPTM após panes, operavam parcialmente.

Na Linha 11-Coral, os trens estavam circulando entre as estações Palmeiras-Barra Funda e Guaianases. O percurso entre as estações Guaianases e Estudantes está sendo atendido pelo sistema PAESE de ônibus em frente às estações.

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Já sobre a Linha 12-Safira, as composições estão circulando entre as estações Brás e Engenheiro Goulart. O percurso entre as estações Engenheiro Goulart e Calmon Viana está sendo atendido pelo sistema PAESE. A linha 13 segue inoperante e com ônibus atendendo o trecho.

Renato Lobo | Via Trolebus

Entenda a paralisação 

O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil confirmou a continuidade da paralisação dos funcionários da CPTM. A deliberação pela manutenção da greve ocorreu após uma nova rodada de conversas com o Governo do Estado de São Paulo terminar sem consenso em relação às demandas trabalhistas.

Segundo o sindicato, o Palácio dos Bandeirantes não forneceu um documento formal assegurando a estabilidade dos postos de trabalho de todo o efetivo frente ao plano de concessões das linhas. Sem essa garantia por escrito, a categoria decidiu manter a paralisação. Uma nova Assembleia Geral foi agendada para esta quarta-feira, 5 de agosto, às 17h, momento em que a evolução do diálogo com a gestão estadual será analisada para definir os próximos passos da mobilização. A representação dos trabalhadores informou que segue disposta a negociar e que suspenderá o movimento assim que o compromisso de preservação das vagas for assinado pelo governo.

Por outro lado, o Governo do Estado de São Paulo criticou duramente a posição da entidade sindical de manter o movimento nas linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, classificando a medida como injustificada pelos impactos causados a quase 1 milhão de usuários diários. A gestão paulista ressaltou que a greve prejudicou a mobilidade metropolitana, gerou 720 quilômetros de engarrafamento no período matutino e forçou a suspensão do rodízio de carros na capital.

O executivo estadual negou qualquer processo de demissão em decorrência das concessões. A administração explicou que, dos 4.648 colaboradores contabilizados em junho de 2026, 2.171 seguem alocados na Linha 10-Turquesa, enquanto o contingente restante está sendo direcionado a órgãos como Metrô, Artesp e Arsesp por meio de um plano de transferência. O governo afirmou ainda que a greve ganhou contornos políticos em favor da reestatização e apontou violação da liminar do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) — que exigia 80% da força de trabalho nos horários de pico —, informando que a CPTM funcionou com apenas 53% do pessoal durante o período noturno de maior movimento.

Diante desse cenário, Metrô e CPTM seguem executando seus planos de emergência pelo segundo dia consecutivo. O governo estadual sinalizou que adotará ações judiciais e administrativas para punir o descumprimento da ordem do TRT e restabelecer a operação plena do sistema.

Paulistano, profissional de Marketing Digital, técnico em Transportes, Ciclista, apaixonado pelo tema da Mobilidade, é o criador do Portal Via Trolebus.
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