O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil anunciou a manutenção da greve dos ferroviários da CPTM. A decisão ocorreu após novas tratativas com o Governo do Estado de São Paulo terminarem sem avanço na principal pauta da categoria.
🚎 Fique por dentro das notícias mais recentes sobre mobilidade:
✅ Canal do Via Trolebus no WhatsApp
✅ Canal do Via Trolebus no Telegram
De acordo com o sindicato, a administração estadual não apresentou uma garantia concreta por escrito sobre a preservação dos empregos de todos os trabalhadores da companhia diante do processo de concessão. Sem a formalização do compromisso, a assembleia deliberou pela continuidade do movimento paredista.
Diante do impasse, a entidade convocou uma nova Assembleia Geral para esta quarta-feira, 5 de agosto, às 17h. No encontro, os trabalhadores voltarão a avaliar o andamento das negociações com o Governo do Estado e a definir os rumos da paralisação.
A diretoria do sindicato reiterou que a categoria segue aberta ao diálogo e que o movimento de greve poderá ser suspenso assim que o governo paulista formalizar o documento garantindo a manutenção dos postos de trabalho dos profissionais.
Outro lado
O Governo do Estado de São Paulo manifestou repúdio à decisão do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil de manter a greve nas linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade. A gestão estadual classificou a paralisação como injustificável e apontou que o movimento traz graves prejuízos a quase 1 milhão de passageiros que dependem do transporte sobre trilhos diariamente.
Segundo a nota oficial, os reflexos do movimento comprometeram a mobilidade na Grande São Paulo, levando à suspensão do rodízio municipal de veículos na capital e ao registro de 720 quilômetros de congestionamento no período da manhã.
A administração estadual rebatou as alegações da entidade sindical, afirmando que não há demissões em andamento por conta do processo de concessão. De acordo com o governo, do total de 4.648 funcionários registrados em junho de 2026, 2.171 permanecem alocados na Linha 10-Turquesa, enquanto o restante está inserido em plano de realocação para órgãos como o Metrô, Artesp e Arsesp. Para a gestão paulista, a insistência na greve possui caráter político focado na pauta de reestatização.
O comunicado destaca ainda o descumprimento da determinação do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), que estipulava a manutenção de 80% do efetivo nos horários de pico. Segundo o Estado, a CPTM operou com apenas 53% dos trabalhadores durante a noite.
Diante da continuidade do movimento, CPTM e Metrô manterão o plano de contingência ativado neste segundo dia de paralisação. O Governo de SP informou que adotará medidas judiciais e administrativas para responsabilizar o descumprimento das ordens judiciais e restabelecer o serviço.









