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Estudo detalha migração de BRTs para VLT no Rio

Imagem editada por IA

O Rio de Janeiro avança no projeto de transformação da mobilidade urbana da capital com o plano de conversão dos corredores de BRT em linhas de Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT). Anunciada inicialmente em 2022 com a meta de reestruturar o transporte municipal ao longo de 15 anos, a proposta ganhou tração e aprovação do Legislativo local com o objetivo de reaproveitar a infraestrutura existente, reduzindo custos de implantação e evitando desapropriações na cidade. O fato ocorreu no ano passado, e até então não houve notícias sobre a mudança.

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Novos detalhes sobre a migração modal constam no Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU), elaborado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em parceria com o Ministério das Cidades. O levantamento apresenta os dados operacionais e os parâmetros de investimento para a adaptação de dois dos principais eixos da capital: o BRT TransCarioca e o BRT TransOeste.

TransCarioca: adequação entre Alvorada e Cidade Universitária

O projeto funcional para a conversão do corredor TransCarioca contempla o trecho de 35,6 km que liga o Terminal Alvorada ao Terminal Aroldo Melodia, na Cidade Universitária. Com custo estimado em R$ 2,858 bilhões no ciclo inicial de investimentos em infraestrutura, a linha de VLT contará com 51 estações e três terminais de integração (Alvorada, Paulo da Portela e Aroldo Melodia).

A operação está projetada com quatro linhas e frota estimada de 36 veículos em composições duplas de 84 metros, com capacidade para 840 passageiros por composição. O intervalo entre viagens na hora-pico será de 3,85 minutos, operando a uma velocidade média de 27,5 km/h. Segundo a projeção do ENMU, a demanda diária do eixo deve atingir 440.263 embarques até 2054. A implantação do sistema também prevê a racionalização de 230 linhas municipais e 100 intermunicipais de ônibus.

TransOeste: ligação entre Santa Cruz e Jardim Oceânico

No eixo TransOeste, cujos estudos também se encontram na fase de Projeto Funcional, o plano abrange a conversão do trecho de 44,6 km entre Santa Cruz e o Jardim Oceânico. O ciclo inicial de investimentos para a adaptação da infraestrutura e das estações está avaliado em R$ 2,752 bilhões.

O trecho contará com 44 estações e seis terminais de integração (Jardim Oceânico, Alvorada, Pingo D’Água, Mato Alto, Curral Falso e Santa Cruz). A operação prevê quatro linhas atendidas por uma frota estimada de 35 veículos — também em composições duplas de 84 metros e capacidade para 840 passageiros. O intervalo na hora-pico será de 3 minutos, somando 20 viagens no período de pico.

A estimativa do estudo aponta para uma demanda diária no TransOeste de 351.088 passageiros até 2054. Somados, os investimentos iniciais previstos para a conversão dos dois corredores estruturais em transporte sobre trilhos chegam a R$ 5,61 bilhões.

Paulistano, profissional de Marketing Digital, técnico em Transportes, Ciclista, apaixonado pelo tema da Mobilidade, é o criador do Portal Via Trolebus.
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