A implementação da gratuidade no transporte público em todo o território nacional custaria cerca de R$ 100 bilhões por ano aos cofres públicos. A estimativa consta em cálculos preliminares do Ministério da Fazenda obtidos pelo Estadão/Broadcast. O levantamento sobre a tarifa zero universal foi encomendado pelo Palácio do Planalto, que enxerga a medida como um potencial trunfo eleitoral.
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De acordo com o Estadão, a equipe econômica avalia preliminarmente que, apesar de o valor ser elevado, a União teria condições de arcar com o custo. Os verdadeiros entraves para a viabilização do projeto são de ordem regulatória e operacional. O Brasil possui mais de 5,5 mil municípios, muitos dos quais sequer contam com sistemas de transporte público urbano, além de as grandes cidades apresentarem diferentes níveis de maturidade em suas redes de mobilidade.
Diante da complexidade técnica, o cenário mais provável para o avanço da proposta é uma execução progressiva. Os estudos apontam para o desenvolvimento de planos-piloto em municípios específicos para testar diferentes modelos de operação. Uma das alternativas em análise é fatiar a transição, iniciando o processo pelas maiores cidades do País.






