Motiva

Salvador quer ampliar rede de trilhos para 171 km

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A Região Metropolitana de Salvador tem potencial para ampliar sua rede de transporte público de média e alta capacidade dos atuais 64 km para 171 km de extensão. O plano foi estruturado pelo Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU), uma iniciativa conjunta do BNDES e do Ministério das Cidades, e prevê investimentos que variam entre R$ 11,47 bilhões e R$ 13,14 bilhões para atender diariamente a 1,30 milhão de passageiros.

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O plano prevê uma redução de 4% no tempo médio de viagem diária dos soteropolitanos, além de evitar 868 vítimas de sinistros de trânsito por ano. No total, a carteira de projetos inclui a extensão do metrô, um corredor central, uma linha de BRT e seis projetos de VLT (com duas rotas que admitem a alternativa de BRT elétrico).

Expansão do Metrô

A principal intervenção metroviária planejada foca na conectividade de um dos eixos mais movimentados da capital baiana:

Extensão do Metrô Linha 1 (Lapa – Barra): Com apenas 3 km de extensão, a obra exige um investimento de R$ 2,53 bilhões devido à complexidade da região, mas deve registrar uma expressiva demanda de 120,32 mil passageiros por dia.

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Aposta nos trilhos do VLT

O sistema de trilhos leves é o grande vetor de integração metropolitana do projeto, alcançando municípios vizinhos:

VLT Expansão Norte (Salvador – Camaçari): O projeto mais extenso do pacote, com 30 km de vias, orçado em R$ 2,50 bilhões para transportar 44,81 mil usuários por dia.

VLT Paripe – Águas Claras – Piatã (Trechos 2 e 3): Conexão transversal de 18 km com investimento previsto de R$ 2,01 bilhões e demanda diária de 89,13 mil passageiros.

Extensão do VLT de Salvador (Calçada – Comércio – Lapa): Trecho de 4,80 km planejado para receber 137,20 mil embarques diários, ao custo de R$ 1,06 bilhão.

VLT San Martin: Ligação de 3,44 km estimada em R$ 682 milhões para atender 45,30 mil passageiros por dia.

Corredor Central e opções entre BRT e VLT

O estudo também mapeou corredores de ônibus rápidos e de tráfego geral, além de simular alternativas tecnológicas para duas rotas importantes:

Corredor Central (Baixa do Fiscal – Terminal Rodoviária): Implantação de 7,06 km de corredor exclusivo com investimento de R$ 188,22 milhões para atender 144,46 mil pessoas por dia.

BRT Transversal Avenida Gal Costa: Corredor de BRT elétrico com 10,30 km de extensão, orçado em R$ 412,27 milhões, com expectativa de 55,66 mil passageiros diários.

Para os eixos da Orla (Aeroporto – Barra) e de Lauro de Freitas, o estudo apresenta soluções alternativas entre os modais de BRT elétrico e VLT:

Eixo Orla (Aeroporto – Barra): A rota de 26,20 km tem demanda estimada em 221,72 mil passageiros diários. Se implantada como VLT, o custo é de R$ 2,91 bilhões; se a opção for o BRT elétrico, o valor cai para R$ 1,61 bilhão.

Eixo Lauro de Freitas: O trajeto de 7,30 km prevê 112 mil embarques por dia. A opção em VLT é estimada em R$ 824,96 milhões, enquanto a alternativa em BRT elétrico custaria R$ 462,30 milhões.

Paulistano, profissional de Marketing Digital, técnico em Transportes, Ciclista, apaixonado pelo tema da Mobilidade, é o criador do Portal Via Trolebus.
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