O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do RN (Sintro-RN) manteve a publicação do edital de greve dos trabalhadores do transporte intermunicipal e metropolitano. Segundo informações divulgadas em reportagem da Tribuna do Norte, o cumprimento do prazo legal estabelece o início da paralisação dos ônibus para as primeiras horas da próxima quinta-feira (11).
🚎 Fique por dentro das notícias mais recentes sobre mobilidade:
✅ Canal do Via Trolebus no WhatsApp
✅ Canal do Via Trolebus no Telegram
Os trabalhadores do setor aprovaram o indicativo de greve após uma assembleia realizada. De acordo com a categoria, o movimento foi motivado pelo descumprimento do pagamento do reajuste do vale-alimentação — estipulado na negociação do biênio 2025/2026 — e pela recusa do sindicato das empresas em assinar a Convenção Coletiva de Trabalho.
Empresas que não vão parar
O vice-presidente do Sintro-RN, Arnaldo Dias, informou à Tribuna do Norte que parte das viações que atendem a Região Metropolitana de Natal assegurou o pagamento dos direitos cobrados, garantindo que suas frotas vão operar normalmente. As empresas que não vão aderir à greve são:
- Cidade das Dunas
- Via Sul
- Santa Maria
- Guanabara
Com isso, o atendimento de passageiros ocorrerá sem interrupções nos bairros de Nova Parnamirim e Eucalipto (em Parnamirim), além dos municípios de Extremoz, Ceará-Mirim e em trechos de São Gonçalo do Amarante.
Cidades afetadas pelo movimento
Por outro lado, nos locais onde não houve acordo com as empresas, a paralisação vai suspender ou reduzir os serviços. No entorno da capital, o bloqueio vai atingir os municípios de Parnamirim, Macaíba, São José de Mipibu, Nísia Floresta e parte de São Gonçalo. A folga forçada dos motoristas e cobradores também deve afetar as demais linhas rodoviárias que interligam outras cidades do interior do estado.
Posicionamento do setor patronal
O presidente da Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Nordeste (Fetronor), Eudo Laranjeiras, rebateu as justificativas da categoria em entrevista ao jornal. Segundo o dirigente, o reajuste do vale-alimentação (que subiu de R$ 500 para R$ 550 a partir de maio) já vem sendo pago pela maior parte das viações, e a expectativa era de que as demais empresas regularizassem o saldo.
Ainda de acordo com a Fetronor, a assinatura definitiva do acordo coletivo foi travada devido à falta de verba das empresas para arcar com os novos custos acordados sem receber um suporte financeiro do poder público. A entidade alertou que, caso o reajuste seja aplicado sem subsídios, o setor precisará realizar demissões para equilibrar as despesas com a folha de pagamento.





