O processo de seleção da solução modal para a futura Linha 22-Marrom avançou para uma definição estratégica após análises conduzidas pela equipe do Metrô de São paulo. De acordo com o Estudo de Impacto Ambiental (EIA), a alternativa recomendada como a mais adequada é a implementação de um sistema de metrô convencional com trens de 5 carros em traçado inteiramente subterrâneo.
O novo ramal deve ligar Cotia e São Paulo, ao custo de R$ 26,585 bilhões, passando por 31,32 quilômetros e 19 estações.
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A decisão foi consolidada após um estudo matricial que confrontou opções de traçado misto (parte em superfície/elevado e parte subterrâneo) e totalmente subterrâneo, além de diferentes tecnologias de transporte.
Análise de custo e risco
Para orientar a escolha, foram desenvolvidas matrizes de decisão que avaliaram critérios como facilidade de construção, economia, acessibilidade e impactos ambientais. Embora o traçado misto tenha apresentado melhores pontuações no quesito facilidade construtiva devido à sua extensão, a opção subterrânea recebeu as notas mais altas em todos os demais índices.
O estudo introduziu uma métrica de “score” para medir o risco associado a cada alternativa, cruzando a probabilidade de ocorrência da receita estimada com o impacto de cada opção. Os resultados indicaram que o metrô subterrâneo com trens de 5 carros é a escolha mais econômica e de menor risco, superando as demais combinações em todos os índices de mérito.
Descarte de outras tecnologias
Durante os estudos realizados para o trecho no município de Cotia, alternativas de média capacidade foram descartadas. Segundo o Estudo de Impacto Ambiental, sistemas como VLT e BRT não atendem à demanda prevista, mesmo nos trechos de menor carregamento. O monotrilho chegou a ser considerado em análises posteriores, mas o traçado misto revelou elevados riscos ambientais e custos de mitigação, como controle de ruído, plantio compensatório e remediação de áreas contaminadas.
Além disso, a análise identificou que o modelo misto apresentaria ameaças financeiras significativas, como a possibilidade de redução de receita devido à necessidade de transferência entre modos (metrô/monotrilho) e atrasos decorrentes de processos de desapropriação.
Refinamento do projeto
A recomendação final pelo traçado de referência subterrâneo buscou uma perspectiva objetiva de análise de risco, identificando vantagens competitivas para a operação. Após essa definição, o traçado passou por refinamentos durante o Anteprojeto de Engenharia para o ajuste fino da localização das estações. O documento ressalta que as análises atuais exigirão aprofundamentos nas etapas subsequentes, conforme dados detalhados de prospecção forem disponibilizados.





