O projeto de um trem de passageiros entre São Paulo e Santos é o quarto da fila da malha de trens intercidades que fazem parte da carteira de projetos de concessão da atual gestão. De acordo com o site da Secretaria de Parcerias em Investimentos, o chamado Eixo Sul do TIC pode ter a audiência pública lançada em 2027, assim como seu leilão. O novo eixo, que promete retomar as viagens de trens entre o planalto e a Baixada Santista, é orçado em 15 bilhões de reais.
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Até então, eram estudados três eixos possíveis: o primeiro retoma a ligação entre o ABC, Paranapiacaba, Cubatão e Santos; o segundo segue pela Rodovia dos Imigrantes, Mongaguá e Santos; e o terceiro utiliza a Linha 9 até o extremo sul em Evangelista de Souza, seguindo depois até Mongaguá e Santos.

Descida por Paranapiacaba
De acordo com declarações recentes do governador Tarcísio de Freitas, a primeira opção pode ser a mais vantajosa. “Por incrível que pareça, o que está parecendo mais viável é restaurar o funicular que está abandonado há muito tempo”, disse Tarcísio. As outras duas alternativas, segundo o governador, se mostraram caras. A antiga funicular fica ao lado da descida da serra atual de trens cargueiros.
Estudos
O documento chamado “Diretrizes para Elaboração do Diagrama Unifilar da Linha 10” apresenta detalhes sobre o TIC-Santos. Assim como o TIC-Norte (Barra Funda – Campinas), o trem seguiria por uma via única dedicada, com pontos de ultrapassagem. O documento descreve que a via ao norte (hoje utilizada pelos trens no sentido Rio Grande da Serra) seria disponibilizada ao TIC entre Brás e Mauá.
A Estação São Caetano foi indicada para a instalação de uma via de cruzamento, podendo também ser uma parada alternativa a Santo André, já que está a 13 km da Barra Funda. Entre Brás e Santo André, a Linha 10 opera com três vias operacionais. Uma quarta via, a ser construída pela MRS Logística, abriria caminho para o TIC operar em uma faixa exclusiva.
Já entre Mauá e Ribeirão Pires, o projeto prevê o deslocamento do trem metropolitano para o lado sul, o que exigiria movimentação de terra, contenção de taludes e rearranjo das vias, incluindo a reconstrução da Estação Guapituba. Além disso, a nova Estação Ribeirão Pires seria reposicionada para permitir a instalação de uma via exclusiva para o TIC.
O documento não detalha como será a descida da serra, um dos pontos mais complexos do projeto. Atualmente, os trens de carga utilizam o sistema de cremalheira, que é frequentemente acionado devido ao desnível de 800 metros em apenas 8 km, com inclinação média de 10%. A via mencionada pelo governador fica ao lado da via existente.







