A capital paulista já teve, no passado, ônibus urbanos de dois andares circulando pelo sistema municipal — veículos apelidados de “fofão” por causa dos assentos arredondados. A frota estreou em 8 de setembro de 1987, período em que o transporte coletivo da cidade era administrado pela Companhia Municipal de Transporte Coletivo (CMTC).
Inicialmente, foram introduzidas 11 unidades desses ônibus, que mediam 4,3 metros de altura e atendiam à linha 5111. No ano seguinte, a frota ganhou reforço com mais 26 veículos, fabricados pela Thamco Indústria e Comércio, totalizando 37 unidades — cada uma com capacidade para 112 passageiros.
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A operação, no entanto, durou pouco tempo: os fofões foram retirados de circulação em 1993. Entre os motivos estavam os frequentes acidentes envolvendo a rede aérea de trólebus, a presença de viadutos com pouca altura livre e a falta de profissionais qualificados para dar manutenção à frota.
São Paulo não foi a única cidade brasileira a ter esse modelo de transporte: Osasco, Recife e Goiânia também operaram ônibus de dois andares. O primeiro registro desse tipo de veículo no país, porém, é ainda mais antigo — remonta a 1927, quando a Viação Excelsior colocou ônibus assim para rodar no Rio de Janeiro.
O uso de veículos de dois andares no transporte coletivo não é uma raridade mundial. Embora hoje seja mais associado a serviços turísticos, algumas cidades ainda mantêm esse modelo no deslocamento cotidiano da população — caso de Londres, por exemplo.










