As obras de extensão da Linha 4-Amarela do Metrô, tocadas pela concessionária Motiva, ganharam um cronograma para a instalação dos sistemas de controle dos trens após a assinatura de um aditivo contratual de R$ 676,8 milhões. A multinacional Siemens Mobility foi contratada para instalar a tecnologia de sinalização no novo trecho.
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A ampliação acrescentará 3,3 quilômetros de túneis à linha, partindo da atual Estação Vila Sônia-Profª Elisabeth Tenreiro até Taboão da Serra. Duas novas paradas serão construídas: Chácara do Jockey e Taboão da Serra. A promessa é que o trajeto final, ligando a nova ponta até a Estação da Luz, no centro da capital, seja feito em 26 minutos, atraindo 110 mil novos passageiros por dia.
Obras vão demorar cinco anos
Apesar do anúncio do investimento, a operação total do trecho ainda vai demorar para sair do papel. O prazo estipulado para que a Siemens conclua a montagem da sinalização e consiga as certificações necessárias de segurança é de 59 meses — praticamente essa eternidade de cinco anos de espera.
Para essa expansão, a tecnologia aplicada será importada de três países europeus:
- O sistema de controle automático (CBTC) virá da França;
- Os equipamentos de intertravamento eletrônico serão trazidos da Alemanha;
- Parte dos sistemas de telecomunicações será enviada da Itália, restando ao Brasil apenas a montagem e integração final.
O contrato prevê ainda a compra de seis novos trens para dar conta do aumento do fluxo. As composições já virão de fábrica com o sistema driverless integrado, mantendo o padrão GoA4 da linha, onde os trens circulam de forma 100% automática e sem nenhum operador a bordo.







