Fabricação do novo monotrilho de SP é finalizada na China

Renato Lobo | Via Trolebus

Em julho de 2024, foi entregue na China o primeiro trem da frota S, que deve operar na Linha 15-Prata do Metrô de São Paulo, operada por monotrilho. Quase dois anos depois, a décima nova unidade, o S46, foi finalizada e agora segue em testes antes de ser enviada ao Brasil, segundo o relatório de empreendimentos do Metrô.

Metrô de São Paulo

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O desenho da máscara frontal dos novos trens mantém a identidade visual das 27 unidades originais produzidas pela Bombardier, conhecidas como Frota M. Para diferenciar os lotes seguindo a ordem alfabética, o Metrô de São Paulo designou as novas unidades como Frota S.

O Via Trolebus acompanhou a chegada do S30 no Pátio Oratório:

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É padrão da companhia aprimorar as novas encomendas com base no histórico de operação das séries anteriores. Esse processo de evolução ocorreu anteriormente na Frota P — hoje sob gestão da ViaMobilidade na Linha 5-Lilás —, que incorporou melhorias sugeridas pelo corpo técnico e tornou-se um dos modelos mais elogiados pelos funcionários. Agora, após uma década de atividades do monotrilho, a Frota S surge como um avanço técnico da Frota M, embora as principais modificações estejam concentradas em sistemas internos, longe dos olhos dos usuários.

Máscara do trem S29, o primeiro a chegar no Pátio Oratório – Renato Lobo | Via Trolebus

Principais Aperfeiçoamentos

Rodas de carga: Os pneus que sustentam o peso do monotrilho foram reforçados para suportar maior capacidade, e o sistema de segurança run-flat foi otimizado. Os sensores que monitoram a temperatura das rodas também foram atualizados.

Engates: Os dispositivos que unem os carros receberam um novo projeto do tipo “semipermanente”, oferecendo maior durabilidade e flexibilidade estrutural.

Sapatas coletoras: O mecanismo responsável por captar a energia elétrica na viga-guia lateral foi remodelado para estender sua vida útil.

Vidros: As janelas ganharam materiais que combinam menor peso e maior resistência.

Embora o padrão de cores no interior do salão tenha sido preservado, intervenções pontuais foram feitas focando na redução de custos de conservação e no conforto dos passageiros.

Interior do trem S29. Piso está coberto e assentos com plástico para o processo de montagem final – Renato Lobo | Via Trolebus

Assentos: Passaram a ser confeccionados em fibra de vidro, matéria-prima que barateia a reposição e com a qual as equipes de manutenção do Metrô já possuem ampla experiência.

Pega-mãos: Os suportes voltados para pessoas com mobilidade reduzida mudaram de posição para tornar o acesso aos assentos preferenciais mais prático.

Mapas dinâmicos: O layout das telas de informação foi reformulado para proporcionar melhor legibilidade.

Passagem livre (Gangway): A área de transição entre os vagões recebeu piso de metal, elevando os níveis de robustez e segurança.

Ar-condicionado: O desenho das saídas dos filtros foi modificado, o que vai agilizar significativamente as rotinas de limpeza e substituição dos componentes.

Gangway com piso metálico – Renato Lobo | Via Trolebus
Intercomunicador foi instalado mais baixo por conta dos cadeirantes – Renato Lobo | Via Trolebus

Novos Intercomunicadores

Atendendo a uma recomendação direta dos funcionários da estatal, o interfone de comunicação com o Centro de Controle Operacional (CCO) mudou de lugar. O aparelho foi fixado em uma altura mais baixa, garantindo acessibilidade para cadeirantes, que frequentemente viajam nas extremidades das composições.

O conjunto dessas atualizações reitera o compromisso em aumentar a eficiência do serviço, o bem-estar e a acessibilidade na rede metroviária paulista.

A Frota S foi fabricada pela empresa chinesa CRRC por meio de uma parceria com a Alstom. Por enquanto, os trens seguem em testes e não foram liberados para a operação comercial.

Paulistano, profissional de Marketing Digital, técnico em Transportes, Ciclista, apaixonado pelo tema da Mobilidade, é o criador do Portal Via Trolebus.
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