O Ministério dos Transportes planeja lançar, no segundo semestre deste ano, um pacote inédito de concessões para reativar cerca de 20 trechos de ferrovias abandonadas pelo país. Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, a iniciativa foca nas chamadas shortlines — ferrovias de curta extensão, com média de 50 km a 60 km — e utilizará um modelo de leilão que dispensa o pagamento de outorga à União.
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Pela proposta, a administração pública cobrará das empresas vencedoras apenas os investimentos necessários para a reconstrução e operação da malha. O edital base para esses chamamentos aguarda aprovação do Tribunal de Contas da União (TCU) e utiliza como referência o “corredor Minas-Rio”, atualmente parte da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA).
Filtro Logístico e Investimentos
A lista de trechos foi definida após o ministério filtrar um estudo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) em parceria com a estatal Infra S.A. O levantamento original identificou 37 trechos, totalizando 7.412 quilômetros, que poderiam voltar à ativa. No entanto, o estudo apontou que a recuperação total dessa rede exigiria até R$ 75 bilhões em subsídios ou aportes públicos ao longo dos anos.
Ao optar pelas shortlines, o governo busca trechos com maior potencial de retorno financeiro imediato e menor custo de recuperação. Entre as rotas de carga já confirmadas para o chamamento público estão:
- Rio Grande do Sul: Trechos entre Cruz Alta e Santo Ângelo, e de Santo Ângelo a Santa Rosa.
- Minas Gerais: No segmento de turismo, o traçado que conecta as cidades históricas de Ouro Preto e Mariana.
A estratégia marca uma tentativa de descentralizar o investimento ferroviário, apostando em operações regionais para escoamento de produção local e fomento ao turismo ferroviário.






