Metrô SP

Cinco consórcios mostram interesse em assessoria da Linha 20 do Metrô

Cinco consórcios mostram interesse para fornecer uma assessoria financeira para implantação da Linha 20-Rosa do Metrô, um novo eixo metroviário que poderá ter mais de 30 km de extensão, ligando as estações Santa Marina e Prefeito Celso Daniel-Santo André.

O serviço de ‘financial advisory’ teve propostas entre R$ 1,643 milhão e R$ 5,208 milhões. O Logit-Queiroz Maluf-Almeida & Fleury – EGT foi o que apresentou o lance mais baixo. Agora as propostas devem ser julgadas pelos técnicos da operadora.

Entenda a assessoria

De acordo com edital de licitação, divulgando no portal de transparência da companhia, o chamado “Financial Advisory” deverá analisar e rever os dados e premissas, elaborados pela Companhia do Metrô, relativos aos seguintes itens:

• Prazo do projeto de implantação da Linha 20 – Rosa (construção e
operação);
• valores de investimentos;
• fontes dos recursos;
• previsão de demanda de passageiros;
• receitas (tarifária, não tarifárias e acessórias);
• tarifa de remuneração; e
• custos de operação e manutenção

Valores

As análises ainda devem avaliar os valores de investimentos, envolvidos na implantação da Linha 20 – Rosa, considerando que o valor inicial foi estimado com base na estrutura de preços e de custos da Companhia do Metrô.

Será ainda analisada proposição de um novo valor de investimento, considerando a agilidade e flexibilidade da iniciativa privada na contratação dos serviços, o que poderá acarretar em custos mais vantajosos. Assim, a redução dos custos de investimento é uma premissa a ser necessariamente buscada, devendo ser objeto obrigatório de análise.

Foto: Renato Lobo – Via Trolebus

Iniciativa privada

Outro ponto de estudo será as fontes de recursos para os investimentos, considerando o cenário de que os recursos serão provenientes, integralmente, de investidores privados. Dessa forma, propor alternativas para a atração de recursos privados e a estrutura de capital da parceria.

Se os dados mostrarem que a linha não for rentável, o estudo vai apresentar a viabilidade do menor impacto financeiro para o Poder Concedente, seja na forma de subsídio, contraprestação ou aporte de recursos.

Remuneração e análise do mercado

O estudo, ainda deverá indicar o valor da tarifa de remuneração necessária para a viabilidade econômico-financeira
do projeto. Deve ainda identificar os potenciais investidores e fontes de financiamentos para a implantação da Linha 20 – Rosa, envolvendo a análise do mercado de investidores nacional e internacional.

 

Sobre o autor do post

Renato Lobo

Paulistano, profissional de Marketing Digital, técnico em Transportes, Ciclista, apaixonado pelo tema da Mobilidade, é o criador do Portal Via Trolebus.

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