Ônibus

Sorocaba vai ganhar primeiro trecho de rede BRT com 68 km de extensão

A cidade de Sorocaba, no interior de São Paulo, deve ganhar uma rede de corredor de ônibus do tipo Bus Rapid Transit – BRT no próximo dia 30 de agosto. A Concessionária BRT Sorocaba concluiu o eixo norte-sul do eixo de transporte. O trecho finalizado é formado pelo Corredor BRT Itavuvu, o Terminal Vitória Régia e os corredores estruturais General Osório e parte de áreas Central e Sul. Ao total, os passageiros terão 57 paradas distribuídas por estas regiões.

O Corredor Itavuvu está localizado na Avenida Itavuvu, possui aproximadamente 6 km de extensão, 12 estações equipadas para embarque/desembarque (sendo 2 de integração) pelo lado esquerdo em nível com os ônibus, tem 3,2 km de ciclovia requalificadas e ganhou novas calçadas nas áreas de influência das estações. Ao final deste corredor, os usuários do transporte têm ainda um novo terminal de ônibus, o Terminal Vitória Régia.

O Vitória Régia tem infraestrutura de plataformas de embarque, cobertura de estrutura metálica, piso de pavimento rígido, central de monitoramento 24 horas, atendimento de informações aos usuários, sanitários, assentos, wi-fi, espaços comerciais e acesso facilitado por rampas e piso podotátil para pessoas com necessidades especiais. O terminal também abriga um Centro de Controle Operacional (CCO) responsável pela gestão do fluxo de veículos e passageiros.

Já os Corredores Estruturais Sul, Central e General Osório que possuem o embarque/desembarque pelo lado direito, ganharam melhorias dos abrigos, calçadas com acessibilidade, pontos de parada com pavimento de concreto e requalificação dos trechos com um novo asfalto. O itinerário dos veículos percorrerá as seguintes vias:

De acordo com o Diretor da Concessionária BRT Sorocaba, Luiz Alexandre Massariol, todo o projeto, incluindo o eixo norte-sul se destaca pelo alto investimento em soluções de engenharia e também de sustentabilidade.

“O sistema BRT de Sorocaba é uma referência nacional no transporte sob pneus e tem sido citado por gestores em outras cidades como um modelo devido ao seu contrato com capital privado (que não onera o caixa do município) até os processos construtivos adotados. Investimos em cada detalhe e o BRT sorocabano tornou-se uma referência no quesito mobilidade. Para se ter uma noção, temos o uso de energia fotovoltaica no terminal, estações e abrigos de parada, reuso de água nos terminais, as estações possuem conforto térmico, iluminação em LED e todos os ônibus têm redutor de ruídos e poluentes. Os benefícios vão de ponta-a-ponta. Os passageiros terão um sistema moderno, eficiente e seguro”, afirma.

Nova frota

Na primeira etapa de operação ainda parcial que iniciará no final de agosto, 43 novos veículos (14 superarticulados e 29 padron) estarão à serviço da população e circularão em importantes pontos das regiões norte e sul da cidade. Todos os ônibus são equipados com ar condicionado, tomadas USB, wi-fi, monitoramento de câmeras e painéis de informações ao usuário.

Andar de ônibus será uma experiência bem diferente daqui por diante. Temos muitos benefícios para que os passageiros realizem suas viagens de forma mais confortável e previsível. Este será o início da operação e temos certeza que dará um novo impulso e retomada do público ao transporte coletivo. Estamos muito otimistas e convidamos a todos para desfrutar da experiência de realizar deslocamentos de ônibus a bordo dos BRTs”, afirma Manoel Ferreira, Diretor de Operações do BRT.

Dados operacionais Corredor Itavuvu

  • Construção de 10 km de pavimento rígido (concreto).
  • Recapeamento de 59.000 m2 de pavimentos flexível (asfalto).
  • Edificação de 12 estações equipadas e prontas para embarque e desembarque. As estações são: UPH Zona Norte, Dr. Pitico, Lauro Sanches, Vila Carol, Jardim Paraná, Los Angeles, Maria Antônia Prado, Jardim Atílio, Itavuvu, Santa Cecília, São Camilo, Paineiras.
  • Requalificação de 2,4 km de calçadas.
  • Recuperação de 3,2 km de ciclovia (estrutura, pintura e sinalização).
  • Realização de paisagismo e o plantio de 617 novas mudas (primeira fase) de médio porte de espécies nativas da Mata Atlântica.
  • Construção do Terminal Vitória Régia contemplando estruturas metálicas, concreto, pavimento, acabamentos e instalações.
  • Edificação de um Centro de Controle Operacional (CCO) para o início da operação.
  • 350 empregos diretos gerados e 1050 indiretos durante os serviços de construção do Corredor Itavuvu e do Terminal Vitória Régia.

Números Totais: Projeto BRT Sorocaba

  • Investimento de R$ 384 milhões em obras de infraestrutura, projetos, desapropriações, material rodante e ITS (Sistema Inteligente de Transporte)
  • Desse total, R$ 251 milhões é de fonte privada e R$ 133 milhões da subvenção da Prefeitura de Sorocaba, que contará com R$ 127 milhões vindos do Governo Federal via financiamento da Caixa Econômica Federal e R$ 6 milhões sendo uma contrapartida do próprio município (sem onerar o caixa do município, pois a arrecadação dos impostos gerados pelas obras supri esta necessidade).
  • Concessão por 20 anos para construção e operação do sistema.
  • 68 km de corredores construídos.
  • 3 Corredores BRT (Itavuvu, Ipanema e Oeste).
  • 5 corredores estruturais (Sul, Leste, Centro, General Osório e Binário Comendador formado pelas Ruas Hermelino Matarazzo e Comendador Oeterer).
  • 32 estações BRT, sendo 28 preferenciais e 4 de integração.
  • 3 novos terminais (Vitória Régia, São Bento e Vila Nova Manchester).
  • 96 abrigos de parada distribuídos nos corredores estruturais.
  • 1 garagem.
  • 1 Centro de Controle Operacional (CCO).
  • Mais de 100 veículos novos, de modelos padron e superarticulado, com tecnologia embarcada composta por wi-fi, câmeras, painéis de mensagens para os usuários e ar-condicionado.

Sobre o autor do post

Renato Lobo

Paulistano, profissional de Marketing Digital, técnico em Transportes, Ciclista, apaixonado pelo tema da Mobilidade, é o criador do Portal Via Trolebus.

1 comentário

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  • Eu ainda acho que o transporte municipal, intermunicipal, interestadual e internacional deve ser feito por ferrovias, sistemas de trens metropolitanos (nossa CPTM e metrô) ou VLTs eletrificados, pois são mais eficientes, mais seguros, menos poluentes (VLPs e BRTs emitem material particulado na forma de resíduos de seus pneus, além do segundo emitir gases de efeito estufa e material particulado na forma de fuligem ou até hidrocarbonetos inteiros, uma vez que, segundo a segunda lei da termodinâmica, é fisicamente e quimicamente impossível criar motores à combustão 100% eficientes), mais baratos a longo prazo, mais confortáveis, mais confiáveis e mais rápidos.

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