Imagem: Adriano Vizoni / Folhapress
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Ônibus em corredores andam em velocidade abaixo do esperado em São Paulo

Nesta semana divulgamos aqui no Via Trolebus em levantamento feito pelo jornal “Folha de São Paulo” que mostrou que os planos de obras de mobilidade não andaram, passado as gestões Marta Suplicy, José Serra, Gilberto Kassab e Fernando Haddad (levando em que este último ainda tem metade do seu mandato para cumprir).

Junto com as obras, também não evoluiu o aumento na velocidade dos ônibus nos corredores, da maneira que se era esperado. Atualmente os coletivos andam em média 14 quilômetros por hora nos corredores, e não a 20 quilômetros por hora como prometidos.

Talvez uma das explicações mais notáveis é falta de racionalização nas linhas que trafegam pelos corredores, com filas intermináveis de veículos e falta de sincronia nos horários de passagem. Outro fato é a falta de área de ultrapassagem, em muitas destas estruturas.

A prefeitura de São Paulo quer com nova bilionária licitação dos transportes, prometida para este ano, reduzir o número de linhas e até de veículos, o que não significa menos lugares para os passageiros. Claro que a medida não cheirou tão bem para leigos, e foi explorado por setores que partidarizam qualquer assunto relacionado a cidade.

Nas faixas de ônibus por exemplo, muitas vezes se constata o contrário. Em parte delas se os coletivos desenvolvem velocidades maiores que nos corredores, uma vez que um número menor de linhas e veículos trafegam pela via.

A atual administração tem como meta a construção de 150 km de corredores, no entanto já se admite que poderão não ficarem pronto antes de 2016, já que alguns fatores contribuíram para o atraso. Entre eles o questionamentos do TCM – Tribunal de Contas do Município nas licitações, a suspensão na atualização na correção do IPTU, que foi barrado pela justiça, e liberado após um ano (considerando que o reajuste foi inclusive abaixo de prefeitos que antecederam Fernando Haddad), além do congelamento na tarifa de ônibus após os protestos de 2013.

O fato é que São Paulo precisa muito do corredores do tipo BRT (Bus Rapid Transit), na mesma medida que precisa do sistema metroferroviário., para reverter este quadro, e ter um transporte definitivamente de qualidade.

Sobre o autor do post

Renato Lobo

Paulistano, profissional de Marketing Digital, técnico em Transportes, Ciclista, apaixonado pelo tema da Mobilidade, é o criador do Portal Via Trolebus.

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