A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte (SMT) e da SPTrans, classificou como ilegal a paralisação dos serviços do lote D10 de ônibus, que afetou 267 mil passageiros na manhã desta segunda-feira (19). Segundo a gestão municipal, a lei prevê aviso prévio de 72 horas ao público em paralisações de serviço essencial, como o transporte coletivo, o que não foi cumprido.
De acordo com a prefeitura, foi pedido reforço policial para as duas garagens dos lotes, e o Paese foi acionado para 34 linhas. O lote D11 opera normalmente.
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A SPTrans administra e opera as linhas dos lotes D10 e D11 desde que foi decretada a caducidade do contrato com a antiga empresa Transwolff. Segundo a prefeitura, a SPTrans cumpre todos os direitos trabalhistas dos empregados, e os salários e benefícios estão em dia.
Sobre o plano de saúde, a prefeitura afirma que o processo licitatório para contratar um fornecedor está em andamento. Enquanto isso, os colaboradores recebem o valor de compensação previsto em Acordo Coletivo, o que, segundo a gestão municipal, não era cumprido pela Transwolff. Já os depósitos do INSS e do FGTS estão sendo feitos integralmente pela SPTrans, em juízo, à espera de decisão do Judiciário. A prefeitura diz que toda a parte sob responsabilidade da SPTrans está rigorosamente em dia.
Em relação à mudança na identificação dos veículos, a prefeitura voltou a dizer que a Transwolff não opera na cidade desde dezembro de 2025. O processo de alteração será iniciado nos próximos dias. Na quinta-feira (15), foi concluída a licitação para contratar a empresa que fará os serviços de funilaria, incluindo a remoção dos adesivos. Segundo a gestão municipal, a mudança já estava prevista e não altera a relação com os funcionários dos lotes, que seguem com os pagamentos garantidos.
O comunicado da prefeitura não traz a versão dos trabalhadores nem os motivos apresentados por eles para a paralisação. Também não informa por quanto tempo os serviços do lote D10 ficaram parados.





