A expansão do sistema metroviário no Rio de Janeiro conta com projetos prioritários já mapeados e convergentes na visão da concessionária MetrôRio, conforme destacou o CEO da companhia, Guilherme Walder Mora Ramalho, em entrevista ao programa Conexão Infra, da CNN Brasil Money. Embora a responsabilidade pelo planejamento e execução de investimentos seja exclusiva do governo estadual, o executivo detalhou as obras consideradas fundamentais para o desenvolvimento da malha a curto e médio prazo.
Entre os principais eixos apontados está o prolongamento da Linha 2 de Estácio até a Praça XV, passando pela estação Carioca. A extensão de 3 a 4 quilômetros permitiria ampliar a capacidade do ramal em mais de 30%, melhorando o atendimento a passageiros da Zona Norte e da Baixada, além de deixar a infraestrutura pronta para uma futura conexão com a aguardada Linha 3, projetada para ligar o Rio aos municípios de Niterói e São Gonçalo.
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Outra prioridade mencionada é a expansão da Linha 4 a partir da estação Jardim Oceânico até o Terminal Alvorada, na Barra da Tijuca, o que viabilizaria ampla integração com linhas de BRT e ônibus convencionais, abrindo caminho para uma posterior ligação até o Recreio dos Bandeirantes.
O executivo também citou a Estação Gávea, atualmente em obras, como um nó estratégico para o sistema. A partir dela, desenham-se dois cenários: a criação de um traçado pelo eixo da Rua Jardim Botânico em direção ao Centro ou a conclusão do anel da Linha 1, interligando a Gávea à estação Uruguai para encurtar o tempo de viagem entre as zonas Norte e Sul.
Questionado sobre a possibilidade de a concessionária financiar parte dessas obras em troca de aditivos contratuais, Guilherme afirmou que o modelo de parceria público-privada e reequilíbrio econômico já é previsto no contrato de concessão desde 1998. Segundo o executivo, projetos de transporte sobre trilhos demandam aporte público conjunto, e a empresa tem disposição para participar de novos ciclos de investimentos, desde que respaldada por segurança jurídica, governança e previsibilidade de demanda.
“Há sim não só a disponibilidade como o desejo de que nós possamos participar também de novos processos […] e nós estamos dispostos a participar. A capacidade, seja só da nossa empresa ou de outros investidores privados, vai estar diretamente relacionada à segurança jurídica, à previsibilidade de demanda e ao tratamento desses riscos.” – afirmou o CEO do Metrô Rio.





