O projeto do VLE (Veículo Leve Elétrico) para o Centro de São Paulo é uma derivação da proposta original de VLT (Veículo Leve sobre Trilhos). De acordo com as declarações mais recentes do prefeito Ricardo Nunes, o sistema deverá operar por meio do chamado Bonde Digital Urbano (BDU) — modal que possui a concepção estética de um bonde moderno, porém apoiado sobre pneus, aproximando-se de um Veículo Leve sobre Pneus (VLP). A tecnologia está em fase de testes na Região Metropolitana de Curitiba.
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O site da Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento (SMUL) passou a exibir o traçado das novas linhas, indicando que a rota entrou em fase de consolidação, superando ramificações preliminares que existiam no miolo da região central.
Composta por duas linhas que somam aproximadamente 12 quilômetros de extensão, a rede do Bonde São Paulo conectará pontos estratégicos como o Bom Retiro e o Brás. O trajeto facilitará o acesso a polos de comércio, cultura e lazer, incluindo a Rua 25 de Março, o Mercado Municipal, o Triângulo Histórico, o Theatro Municipal, a Sala São Paulo e a Biblioteca Mário de Andrade, além de espaços públicos como o Vale do Anhangabaú, o Parque da Luz, a Praça da Sé, o Parque Dom Pedro II e os largos do Paissandu e do Arouche.
Divisão das linhas
Linha 1 (Sibipiruna): Liga o Centro à região da Armênia, cruzando o bairro do Bom Retiro;
Linha 2 (Jequitibá): É subdividida em dois circuitos operacionais:
Circuito Anti-horário: Percorre a rótula central formada por vias como as avenidas São João e Ipiranga, Viaduto Maria Paula e Avenida Exterior;
Circuito Horário: Atende a região do Parque Dom Pedro II e o miolo do centro histórico, passando pelo Viaduto do Chá.
Integração com a rede de transportes
O modal foi projetado para se integrar à malha de média e alta capacidade, conectando-se a cinco terminais de ônibus, nove estações de metrô e duas paradas da CPTM. O traçado prevê ainda articulação direta com o futuro BRT da Radial Leste e com a futura Linha 19-Celeste do Metrô.
Andamento e modelagem da concessão
Ainda não há cronograma oficial para o início das obras. A SMUL elaborou os estudos técnicos iniciais e as diretrizes funcionais, enquanto a SP Urbanismo ficou encarregada do detalhamento urbanístico.
Em paralelo, a Secretaria Executiva de Desestatização e Parcerias (SGM) coordena um Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) para estruturar a implantação, operação e manutenção por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP). Uma comissão especial avalia as propostas recebidas para embasar a futura licitação. Todo o processo é monitorado por um Grupo de Trabalho Intersecretarial e passará por consultas e audiências públicas antes da publicação do edital definitivo.




