A ampliação do transporte sobre trilhos na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) ganhou novos contornos detalhados pelo Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU), elaborado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em parceria com o Ministério das Cidades.
O levantamento traz as diretrizes para a implantação da Linha 3 do Metrô, projetada para conectar a Região Sul à Rodoviária de Belo Horizonte, atravessando o centro da capital. O trecho mencionado fará a ligação direta entre os bairros Lagoinha e Belvedere, prevendo integração física e operacional com a Linha 1 na Estação Lagoinha. A proposta consolida o planejamento indicado em diretrizes como o PlanMob-BH (2017), o PlanMob-RMBH (2023), o PDUI-RMBH (2024) e a Carteira de Projetos RMBH da Seinfra (2024).
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Atualmente na etapa de Projeto Básico, a iniciativa tem como ente principal a Secretaria de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias (SEINFRA-MG) e prevê a licitação por meio de um novo contrato de operação.
A solução de infraestrutura projetada prevê uma implantação 100% subterrânea, cobrindo uma extensão de 11,20 km e contando com 11 estações, incluindo um terminal no BH Shopping. O valor nominal do ciclo inicial dos investimentos em infraestrutura é estimado em R$ 8,457 bilhões.
Em termos operacionais, o sistema projeta 187.739 embarques diários, com uma estimativa de 171.895 embarques para o ano de 2054. A frota estimada para os eixos estruturais é de 10 veículos de médio porte, compostos por 4 carros com capacidade para atender de 1.000 a 1.200 passageiros. O intervalo na hora-pico será de 5,45 minutos, totalizando 11 viagens no período de maior movimento, operando a uma velocidade média estimada de 35 km/h.
A entrada em operação do eixo subterrâneo provocará um impacto direto na malha de ônibus da região central e metropolitana. O estudo prevê a racionalização de 110 linhas municipais e 350 linhas intermunicipais, redistribuindo o fluxo para o sistema sobre trilhos e otimizando o trânsito da capital.
Parceria com o BID para Aceleração das Linhas 3 e 4
Paralelamente aos dados do ENMU, o Governo de Minas Gerais oficializou em março um Acordo de Cooperação Técnica com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) voltado ao sistema de transporte sobre trilhos da RMBH. A parceria, viabilizada pela Seinfra e pela Codemge durante reunião do Grupo Técnico de Mobilidade da RMBH, estabelece um aporte de R$ 500 mil fornecido pelo BID para a contratação de consultores especializados.
Esses profissionais ficarão responsáveis por avaliar e consolidar os estudos já existentes, aperfeiçoar os projetos técnicos, definir os métodos construtivos e elaborar o Termo de Referência das futuras Linhas 3 e 4 do Metrô. Segundo o governo, o trabalho de estruturação servirá para definir tecnicamente a localização das estações e o impacto na mobilidade regional. O processo passa atualmente pelo Pre-Request for Approval (PRA) do banco, etapa em que são examinados o desenho técnico, a capacidade institucional, os planos de licitação e os impactos ambientais e sociais.





