Sem consenso entre o sindicato dos motoristas e as empresas operadoras, os rodoviários mantêm a paralisação do serviço de transporte coletivo no Rio de Janeiro nesta terça-feira, 30 de junho de 2026. A possibilidade de uma trégua está condicionada ao resultado de uma mediação judicial agendada para as 11h no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-1), que será sucedida por uma votação dos trabalhadores para avaliar a continuidade do movimento.
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Embora uma ordem judicial do TRT-1 determinasse a manutenção de uma cota mínima de 50% dos ônibus rodando em cada itinerário, a diretriz não foi plenamente cumprida. O sindicato patronal, Rio Ônibus, informou que somente 900 coletivos ganharam as ruas, o que corresponde a exatamente metade das 1.800 unidades estipuladas para o período. Esse desfalque na frota obrigatória sujeita as duas entidades envolvidas no impasse (tanto a representação trabalhista quanto a das empresas) a uma penalidade financeira diária estipulada em R$ 50 mil. A entidade representativa das viações denunciou ainda o registro de atos de violência em campo, com o saldo de 50 ônibus vandalizados durante as manifestações.
Para tentar amenizar o nó no trânsito e o impacto na rotina da população, os sistemas de trens e metrô ativaram uma operação especial com reforço na frota de composições.
A greve teve início nas primeiras horas da madrugada anterior, imediatamente após o encerramento de uma assembleia geral de trabalhadores, interrompendo o funcionamento das linhas municipais comuns e também os corredores expressos do BRT. A pauta de reivindicações da categoria tem como foco principal o reajuste do teto salarial, exigindo R$ 4 mil para quem conduz veículos convencionais e R$ 5 mil para os motoristas de modelos articulados. Os funcionários também cobram um incremento no benefício do vale-alimentação e a reestruturação da jornada de trabalho, sugerindo a fixação de uma escala de cinco dias de serviço por dois dias de folga. No começo da manhã, diversos motoristas concentraram os veículos nos pátios internos das transportadoras para impedir a saída das frotas, gerando retenções severas em unidades como a da Viação Redentor, na Zona Sudoeste da capital paulista (região de Jacarepaguá).





