Durante agenda realizada na semana passada na Baixada Santista, o governador Tarcísio de Freitas anunciou a intenção de reativar um atendimento ferroviário para conectar a região ao Vale do Ribeira. O chefe do executivo paulista fez referência direta à antiga linha Santos–Cajati, que corta o Litoral Sul do estado de São Paulo. Tarcísio mencionou que, ao observar a infraestrutura da Santos–Cajati ao lado do prefeito de Peruíbe, Felipe Bernardo, vislumbrou a implantação futura de um trem turístico interligando as duas regiões.
“Alias, hoje estava com o Felipe (prefeito de Peruíbe, Felipe Bernardo) passando na ferrovia, Na Santos Cajati. Pensei: em algum momento a gente vai ter que fazer um trem turístico, ligando a baixada santista ao vale do ribeira”, afirmou o governador.
🚎 Fique por dentro das notícias mais recentes sobre mobilidade:
✅ Canal do Via Trolebus no WhatsApp
✅ Canal do Via Trolebus no Telegram
Em paralelo à proposta de turismo levantada pelo governador, a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) trabalha no desenvolvimento de uma modelagem mais robusta para o trecho. O plano técnico prevê o aproveitamento do potencial da ferrovia para estruturar um serviço regular de transporte de passageiros e de cargas. No momento, o projeto funcional do eixo Santos–Cajati encontra-se em sua fase final de elaboração, projetando uma nova ferrovia com cerca de 223,6 quilômetros de extensão para restabelecer o vínculo estrutural entre o interior e o litoral paulista.
Conforme o último plano de negócios da estatal, ao qual o site Via Trolebus teve acesso, o cronograma para o ano de 2026 estabelece o avanço na confecção do mapa-síntese do traçado definitivo, utilizando levantamentos aerofotogramétricos e revisões no projeto funcional básico. O prazo limite fixado para a consolidação de todo o projeto de engenharia estende-se até o ano de 2028.
O planejamento preliminar mapeia a instalação de 13 estações ao longo do traçado: Santos, São Vicente, Praia Grande, Mongaguá, Itanhaém, Peruíbe, Itariri, Pedro de Toledo, Miracatu, Juquiá, Registro, Jacupiranga e Cajati. Os trilhos e componentes de via preexistentes no corredor passarão por auditorias técnicas e, nos pontos em que houver viabilidade operacional, serão integralmente recuperados para o reaproveitamento da infraestrutura.
Em relação à grade de operação, o serviço expresso terá um tempo de viagem estimado em 2 horas e 20 minutos entre as pontas do sistema. O modelo de negócios projeta também o funcionamento de duas linhas paradoras: o loop Santos–Peruíbe, com tempo de percurso calculado em 48 minutos, e o trecho Peruíbe–Cajati, com duração de aproximadamente 1h54. Os estudos de demanda indicam um fluxo diário potencial de até 32 mil passageiros, além do transporte de 600 contêineres por dia. O investimento total estimado para o empreendimento varia de R$ 19 bilhões a R$ 21 bilhões, valores que passarão por detalhamento refinado durante a fase de anteprojeto de engenharia.







