O ministro dos Transportes, George Santoro, anunciou na terça-feira (9), durante entrevista ao programa “Bom Dia, Ministro”, da EBC, que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) lançará nesta quinta-feira uma linha de crédito direcionada exclusivamente ao financiamento de ferrovias.
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O objetivo do mecanismo financeiro é atrair grupos estrangeiros, especialmente da Europa e da Ásia, permitindo que tragam sua experiência tecnológica para o avanço de infraestruturas estratégicas no território nacional. Segundo o chefe da pasta, o programa de fomento contará com prazos de amortização estendidos, o que deve impulsionar o interesse de fundos e investidores europeus e chineses na malha ferroviária brasileira.
O titular da pasta dos Transportes destacou que as diretrizes do governo federal também contemplam a expansão progressiva do transporte de passageiros sobre trilhos. O plano consiste em consolidar primeiro a viabilidade financeira dos eixos logísticos de carga para, posteriormente, dar sustentação a rotas turísticas e de conexões regionais.
O ministro exemplificou essa dinâmica citando o modelo europeu, onde o tráfego de passageiros e o transporte de cargas compartilham as mesmas vias em períodos distintos por meio da organização do tráfego. Ele classificou essa coordenação técnica como a interoperabilidade da malha ferroviária.
Dessa forma, a meta da administração federal se concentra em atualizar e otimizar o aproveitamento dos trilhos atuais do país, integrando o escoamento de insumos com o transporte de pessoas e, nas cidades onde houver viabilidade técnica, implantar redes de Veículos Leves sobre Trilhos (VLTs).
Integração com o Ferroanel de São Paulo
O governo federal também encaminhou ao Tribunal de Contas da União (TCU), na segunda-feira (8), os planos para a retomada da Malha Oeste, que abrange uma extensão superior a 1.800 quilômetros. O novo desenho de modelagem da Malha Oeste prevê a inclusão da construção do Ferroanel de São Paulo, uma obra planejada na década de 1960, mas que não havia saído do papel. A adição do trajeto ao escopo do projeto visa conectar de forma direta a rota de exportação com os principais polos de produção e consumo nacionais, estabelecendo uma linha contínua de logística de cargas que se estenderá até o Rio de Janeiro.






