As primeiras estruturas do BRT da Radial Leste surgiram ao lado da Estação Pedro II do Metrô, segundo registros obtidos pelo Via Trolebus. Trata-se de estruturas que lembram paradas de ônibus ou então um miniterminal.
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As intervenções para a implantação do Trecho I do BRT Radial Leste estão em andamento. A construção deste novo corredor de transporte coletivo demandará um aporte financeiro de R$ 385,9 milhões, custeado com recursos do Fundo de Desenvolvimento Urbano (FUNDURB). O traçado vai interligar a região central da capital paulista, a partir do Parque Dom Pedro II, até a Estação Penha do Metrô, localizada na Zona Leste.
Esse segmento inicial contará com uma extensão total de 9,8 quilômetros, finalizando o trajeto na Rua Professor Miguel Russiano, ao lado do terminal metroviário da Penha. A nova estrutura viária foi projetada para otimizar o fluxo de ônibus e elevar a capacidade de atendimento da rede municipal. A estimativa é que o sistema atenda diariamente um contingente de 400 mil usuários, proporcionando uma redução de até 50% no tempo gasto nos deslocamentos entre o Centro e os bairros da Zona Leste.
O BRT contará com pistas exclusivas posicionadas à esquerda e pavimentadas com concreto rígido, material de alta durabilidade projetado para suportar o fluxo contínuo de veículos pesados. O projeto de engenharia engloba faixas de ultrapassagem junto às paradas, calçadas com acessibilidade plena, modernização da rede de iluminação pública, intervenções de paisagismo e sinalização semafórica inteligente para aumentar a velocidade média dos coletivos. Para mitigar o impacto visual e reforçar a segurança, as fiações de energia elétrica e de telecomunicações serão subterrâneas.
Paralelamente às pistas de ônibus, o eixo receberá uma ciclovia protegida e monitorada por totens de segurança. Esses equipamentos serão dotados de botões de pânico, câmeras de monitoramento e canais de áudio interligados diretamente com as estações e com o Centro de Controle Operacional, agilizando o socorro em situações de emergência. O complexo viário também receberá a Faixa Azul, sinalização voltada para organizar o fluxo e proteger os motociclistas que transitam pela região.
O atendimento aos passageiros será distribuído em 12 estações de embarque e desembarque instaladas por sentido da via. As paradas serão equipadas com portas automáticas com abertura sincronizada à dos veículos, sistema de climatização interna e painéis digitais informativos para atualização em tempo real sobre os horários das linhas. Visando eliminar as filas na entrada dos ônibus e reduzir o tempo de parada, a cobrança das passagens será realizada de forma antecipada nas próprias catracas da estação.
As plataformas de embarque possuirão uma altura padrão de 28 centímetros, ficando totalmente alinhadas ao piso interno dos ônibus para facilitar o acesso de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. A engenharia das estações foi calibrada para permitir a operação integrada de todos os modelos de chassis que compõem a frota atual da SPTrans. Por fim, alinhado às metas de sustentabilidade, o sistema elétrico de cada parada será abastecido por energia solar fotovoltaica, captada por placas solares fixadas nas coberturas.





