O bloqueio nas garagens marcou o início da greve dos rodoviários em Salvador no início da manhã desta sexta-feira (22). De acordo com informações publicadas pelo site Aratu On, nenhum veículo do sistema de transporte coletivo convencional saiu para as ruas nas primeiras horas do dia, paralisando totalmente o atendimento regular aos passageiros da capital baiana.
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O travamento completo da frota ocorreu em aberto descumprimento a uma ordem judicial emitida pelo Tribunal Regional do Trabalho da Bahia (TRT-BA). Conforme o portal de notícias, a determinação assinada pela desembargadora Ivana Magaldi estipulava a obrigatoriedade de circulação de uma cota mínima de 60% dos ônibus durante os horários de pico (compreendidos entre as 4h30 e 8h30, e das 17h às 20h) e de 40% nos períodos de menor movimento. A decisão judicial previa a aplicação de uma multa diária de R$ 50 mil ao Sindicato dos Rodoviários em caso de desobediência.
A liderança dos trabalhadores justificou a retenção dos ônibus sob o argumento de que a frota permaneceria recolhida até o encerramento de uma assembleia geral, agendada para as 8h na sede do sindicato, com o objetivo de analisar a mais recente proposta econômica apresentada pelas empresas. A representação da categoria indicou que o movimento grevista continuará por tempo indeterminado até que um consenso definitivo seja formalizado entre as partes envolvidas.
Como plano de contingência para mitigar os impactos da greve na mobilidade urbana, a Secretaria de Mobilidade (Semob) ativou uma operação emergencial. De acordo com o Aratu On, o município autorizou o direcionamento de 180 veículos do Sistema de Transporte Especial Complementar (Stec), os chamados “amarelinhos”, para realizar o deslocamento dos usuários que dependem diariamente do transporte sobre pneus.






